PEQUENOS ESPIÕES

PEQUENOS ESPIÕES

(Spy Kids)

2001 , 88 MIN.

anos

Gênero: Aventura

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Robert Rodriguez

    Equipe técnica

    Roteiro: Robert Rodriguez

    Produção: Elizabeth Avellan, Robert Rodriguez

    Fotografia: Guillermo Navarro

    Trilha Sonora: Danny Elfman, Gavin Greenaway, Heitor Pereira, John Debney, Los Lobos, Robert Rodriguez

    Elenco

    Alan Cumming, Alexa Vega, Antonio Banderas, Carla Gugino, Daryl Sabara, George Clooney, Teri Hatcher, Tony Shalhoub

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Estréia no Brasil neste fim de semana o filme que conseguiu o invejável posto de quinta maior bilheteria norte-americana do primeiro semestre: Pequenos Espiões, dirigido pelo americano de origem mexicana Robert Rodriguez. Depois de chamar a atenção da crítica e do público com El Mariachi, de repetir o sucesso com A Balada do Pistoleiro e de escorregar feio em Prova Final, Rodriguez acertou em cheio com esta deliciosa aventura juvenil de espionagem.

    Com Antonio Banderas no papel principal, Pequenos Espiões parte de uma idéia que lembra muito a comédia Dois Espiões e um Bebê, com Kathleen Turner e Dennis Quaid: o que acontece quando os mais respeitados agentes da inteligência internacional se transformam em pais e mães de família? Aqui, a história mostra o “papai” Gregorio Cortez (Banderas) e a “mamãe” Ingrid Cortez (Carla Gugino) vivendo pacificamente numa bela mansão à beira mar. Eles estão aposentados há dez anos, período em que nasceram seus filhos Carmen (Alexa Vega) e Juni (Daryl Sabara). As crianças sequer sonham com a possibilidade de seus pais terem sido, antigamente, famosos espiões internacionais. Porém, quando Gregório e Ingrid são designados para uma missão especial, toda a verdade vem à tona. Agora, a família inteira vai se desdobrar para tentar capturar um vilão que está transformando espiões em bonecos para um show de televisão.

    O roteiro bem-humorado, também de Robert Rodriguez, é a grande chave para o sucesso do filme. Munido do que há de mais moderno em efeitos especiais, o roteirista e diretor criou uma impressionante parafernália de acessórios de espionagem que nada fica a dever a James Bond. Ou a Maxwell Smart. Com um detalhe: tudo é adaptado para o público juvenil. Desde hambúrgueres que surgem milagrosamente, até velozes mochilas voadoras, tudo é feito para encher os olhos da garotada. Com a vantagem que o adulto bem-humorado também pode curtir e vibrar à vontade.

    O visual é espalhafatoso e colorido, o ritmo é dos mais ágeis, a trama é divertida e a química entre os quatro atores principais funciona muito bem. De quebra, ainda sobra tempo para uma bem-vinda mensagem de união familiar. Sem cair no piegas.

    O diretor confessou que queria fazer algo parecido com a magia do clássico A Fantástica Fábrica de Chocolates. Fez. Criou um mundo de espionagem tão incrível – e tão bem-sucedido nas bilheterias – que já está até produzindo uma continuação: Pequenos Espiões 2: A Ilha dos Sonhos Perdidos.

    Mas isso já é assunto para o ano que vem.

    3 de julho de 2001
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rede Bandeirantes de Televisão, Canal 21, Band News e Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

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