PERCY JACKSON E O LADRÃO DE RAIOS

PERCY JACKSON E O LADRÃO DE RAIOS

(Percy Jackson & The Olympians: The Lightning Thief)

2010 , 119 MIN.

12 anos

Gênero: Aventura

Estréia: 12/02/2010

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Chris Columbus

    Equipe técnica

    Roteiro: Craig Titley

    Produção: Guy Oseary, Karen Rosenfelt, Mark Morgan, Mark Radcliffe, Michael Barnathan

    Trilha Sonora: Christophe Beck

    Estúdio: 1492 Pictures

    Distribuidora: Fox Film

    Elenco

    Alexandra Daddorio, Branden T. Jackson, Kevin McKidd, Logan Lerman, Melina Kanakaredes, Pierce Brosnan, Rosario Dawson, Sean Bean, Steve Coogan, Uma Thurman

  • Crítica

    08/02/2010 17h19

    Percy Jackson e o Ladrão de Raios tem a mão de um diretor acostumado a trabalhar com aventuras infanto-juvenis, praticamente assexuadas, que garantem diversão, suspense, auto-ironia e o necessário humor.

    Chris Columbus equilibra esses ingredientes ao comandar um filme que traz a mitologia grega para os dias de hoje. O Olimpo, morada dos Doze Deuses, virou o Empire State Building, em Nova Iorque, enquanto a entrada para o Inferno, controlado por Hades, fica bem escondida em Hollywood. Parece até Mundo de Sofia (aquele livro-guia básico de filosofia), mas voltado para o cinema de aventura e focado na mitologia.

    Para explicar a existência dos semi-deuses, filhos de humanos com Deuses, um dos personagens diz que as divindades.... “ficam” com pessoas normais e, logo depois, têm de partir por ordem de Zeus, soberano do Monte Olimpo. Dessa união, nasceu o herói do filme, Percy Jackson (Logan Lerman).

    Ele é fruto do envolvimento do Deus dos Mares, Poseidon (Kevin McKidd), e a mortal Sally (Catherine Keener). No mesmo insight narrativo de Harry Potter, Percy descobre seus poderes e a impossibilidade de viver uma vida como a dos outros adolescentes. Afinal, está sendo acusado de roubar o raio de Zeus e precisa encontrá-lo antes que uma guerra se instaure. Pronto, está dada a largada para uma sequência de aventuras.

    Bem filmadas, por sinal. Mesmo com um roteiro ultra-conservador, dividido em três atos (apresentação dos personagens, desenvolvimento e conclusão), além dos pontos de virada que dão nova vida à trama, Percy Jackson e o Ladrão de Raios tem ritmo, habilidade em envolver e efeitos especiais que despertam a fantasia.

    Especialmente porque os desafios que o herói encontra pelo caminho têm sempre alguma novidade. Uma delas é a especialíssima participação de Uma Thurman como Medusa. Impossível não olhar para seu instinto de transformar as pessoas em pedras e relacioná-lo com a mulher-furacão de Kill Bill. Acertada a escolha de colocá-la na pele da malvada.

    Outra acertada escolha de atores é Brandon T. Jackson como Grover, o protetor de Percy. Meio homem, meio bode, ele é o comic relief que está lado a lado na jornada do herói e pronto para se sacrificar pelo filho de Poseidon.

    Com a clara missão de divertir incorporando elementos fundadores da sociedade ocidental, Percy Jackson e o Ladrão de Raios entrega o que promete: muita aventura, fantasia, imaginação e uma auto-ironia constante. Divertido.

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