Philomena

PHILOMENA

(Philomena)

2014 , 98 MIN.

12 anos

Gênero: Drama

Estréia: 14/02/2014

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Stephen Frears

    Equipe técnica

    Roteiro: Jeff Pope, Martin Sixsmith, Steve Coogan

    Produção: Gabrielle Tana, Steve Coogan, Tracey Seaward

    Fotografia: Robbie Ryan

    Trilha Sonora: Alexandre Desplat

    Estúdio: Baby Cow Productions, BBC Films, British Film Institute

    Montador: Valerio Bonelli

    Elenco

    Amber Batty, Amy McAllister, Anna Maxwell Martin, Barbara Jefford, Cathy Belton, Charissa Shearer, Charles Edwards, Charlie Murphy, D.J. McGrath, Elliot Levey, Florence Keith-Roach, Frankie McCafferty, Gary Lilburn, George Fisher, George Michael Rados, Harrison D'Ampney, Jordan King, Judi Dench, Kate Fleetwood, Mare Winningham, Marie Jones, Martin Glyn Murray, Michelle Fairley, Nicholas Jones, Nika McGuigan, Paris Arrowsmith, Peter Hermann, Rachel Wilcock, Rita Hamill, Ruth McCabe, Saoirse Bowen, Sara Stewart, Sean Mahon, Simone Lahbib, Sophie Kennedy Clark, Steve Coogan, Tadhg Bowen, Vaughn Johseph, Wunmi Mosaku

  • Crítica

    11/02/2014 18h22

    Um filme de sessão da tarde: é isso que Philomena está fadado a ser. A história relatada pelo jornalista Martin Sixsmith tinha grande potencial, mas pela falta de habilidade dos roteiristas - entre eles, Steve Coogan - e a direção apressada de Stephen Frears (Alta Fidelidade), acabou-se por ter mais um filme superficialmente dramático e sem graça.

    A trama narra a história verídica de Philomena, separada do filho Anthony num convento irlandês nos anos 50, de onde ele foi levado por ordem das freiras e do qual nunca mais se teve notícias. Anos mais tarde, seu caminho cruza com o do jornalista Martin Sixsmith, que se oferece a publicar sua história pois vê nela uma boa possibilidade para ganhar dinheiro e retomar a carreira difamada por brigas políticas.

    Judy Dench, indicada ao Oscar 2014 por protagonizar este longa, desempenha um papel sofrível. Difícil apontar exatamente onde surgiram os problemas no desenvolvimento dos personagens, mas pouca coisa funciona.
    O ritmo rápido dos takes, por exemplo, os torna superficiais na medida em que os diálogos vão de "Bom Dia" a "Você acredita em Deus?" em menos de dez segundos.

    Nada de compor minimamente expressões ou sentimentos de forma sutil - tudo é jogado de uma vez e não se percebe nenhuma substância por trás da forma apressada. A construção deles incomoda bastante, tanto de Philomena, mostrada de forma completamente ingênua e boba, quanto a do jornalista interpretado por Steve Coogan. Personagem ateu - e por isso frio, segundo o filme -, descobre ao lado da nova companhia razões para ser menos calculista. Sua atuação remete muito a Pelos Olhos De Maisie: mesmo tipo, mesmos trejeitos, nada novo.

    Em busca do pequeno Anthony, os dois passam por situações tidas como engraçadas, sempre para ressaltar o abismo intelectual. Em uma das cenas, Philomena conta a história inteira do livro simples que está lendo enquanto eles são transportados no carrinho de golfe pelo aeroporto. O humor inglês não deve funcionar muito por aqui - se é que funciona em algum lugar -, então as risadas devem passar mais despercebidas que as lágrimas.

    Não existe pessoa tão vazia quanto esse recorte feito por Frears. Isso parece ainda mais inaceitável numa história que gira em torno dos protagonistas. Tanto tempo para mostrar tão pouca coisa; triste ver os cineastas caindo nessa polaridade, seguindo sempre o caminho mais fácil ao invés de colocarem personagens com mais nuances na tela.

    A trilha sonora tenta dar ritmo, emocionar, empurrar o longa. Sempre útil imaginar um filme sem música com a capacidade de suscitar emoções. Ele se bancaria? Philomena, certamente, não.

    Mas, entre alguns pontos positivos a se destacar, há uma fotografia realmente bonita, principalmente nas passagens pelo convento irlandês. As críticas em relação à igreja católica, assim como ao partido Republicano e o preconceito estimulado por ele também geram bons momentos de discussão, apesar de serem bem superficiais, como o restante do filme.

    De qualquer forma, ao tentar enquadrar uma boa história num padrão de cinema tão previsível, Philomena deixa muito a desejar. E deve ser esquecido rapidamente, assim que a empolgação para o Oscar 2014 esfriar.

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