PIAF - UM HINO AO AMOR

PIAF - UM HINO AO AMOR

(La Môme/La Vie En Rose)

2007 , 140 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia: 12/10/2007

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Olivier Dahan

    Equipe técnica

    Roteiro: Isabelle Sobelman, Olivier Dahan

    Produção: Alain Goldman

    Fotografia: Tetsuo Nagata

    Trilha Sonora: Christopher Gunning

    Estúdio: Canal+, Légende Films, Okko Productions, Scotts Atlantic, Sofica Valor 7, Songbird Pictures, TF1 Films Production, TF1 International, TPS Star

    Elenco

    Agathe Bodin, Alain Figlarz, Alban Casterman, André Penvern, Ashley Wanninger, Aubert Fenoy, Caroline Raynaud, Caroline Sihol, Catherine Allégret, Chantal Bronner, Christophe Kourotchkine, Christophe Odent, Christopher Gunning, Clotilde Courau, Cylia Malki, David Jahn, Denis Ménochet, Diana Stewart, Dominique Bettenfeld, Dominique Paturel, Édith Le Merdy, Elisabeth Commelin, Elliot Dahan, Emmanuelle Seigner, Emy Lévy, Eric Franquelin, Fabien Duval, Farida Amrouche, Fedele Papalia, Félix Belleau, Frederika Smetana, Garrick Hagon, Gérard Depardieu, Gérard Robert Gratadour, Ginou Richer, Harry Hadden-Paton, Hélène Genet, Isaac Dahan, Jan Kuzelka, Jan Pavel Filipensky, Jaromír Janecek, Jaroslav Vízner, Jean-Jacques Desplanque, Jean-Luc Julien, Jean-Paul Muel, Jean-Paul Rouve, Jean-Pierre Martins, Jil Aigrot, Josette Ménard, Lara Menini, Laura Stainkrycer, Laurence Gormezano, Laurent Olmedo, Laurent Schilling, Lenka Kourilova, Liliane Cebrian, Lucie Brezovská, Manon Chevallier, Marc Barbé, Marc Chapiteau, Marc Gannot, Marek Vasut, Marie-Armelle Deguy, Mario Hacquard, Marion Cotillard, Martin Janis, Martin Sochor, Mathias Honoré, Maureen Demidof, Maya Barsony, Nathalie Cox, Nathalie Dahan, Nathalie Dorval, Nicholas Pritchard, Nicolas Simon, Nicole Dubois, Oldrich Hurych, Olivier Carbone, Olivier Cruveiller, Olivier Raoux, Pascal Greggory, Pascal Mottier, Paulina Nemcova, Pauline Burlet, Philippe Bricard, Pier Luigi Colombetti, Pierre Derenne, Pierre Peyrichout, Richard Hein, Robert Nebrenský, Robert Paturel, Rodolphe Saulnier, Sébastien Tavel, Sophie Knittl, Sylvie Guichenuy, Sylvie Testud, Thierry Gibault, Valérie Moreau, Vera Havelková, Vladimír Javorský, William Armstrong, Yelena Gabrielova, Zdena Herfortová

  • Crítica

    12/10/2007 00h00

    Prepare seus lenços. É praticamente impossível não derramar pelo menos algumas lágrimas durante os 140 minutos de projeção de Piaf - Um Hino ao Amor, a festejada cinebiografia da cantora francesa Edith Piaf. O drama já levou mais de cinco milhões de franceses aos cinemas de seu país, além de faturar US$ 10 milhões nos EUA, mercado que costumeiramente foge de filmes legendados como George Bush da cruz.

    O sucesso é coerente. Co-produzido por França, Inglaterra e República Checa, Piaf - Um Hino ao Amor é rasgadamente emotivo e emocional, atingindo em cheio o grande público, da mesma forma emotiva e emocional que a própria cantora tinha de conquistar as suas platéias. E importante: sem cair no piegas.

    O roteiro da estreante Isabelle Sobelman, em parceria com Olivier Dahan - este também diretor do filme -, opta por uma narrativa que une equilibradamente fatores conservadores com alguns elementos mais arrojados. Se, por um lado, Piaf - Um Hino ao Amor se aproxima, estruturalmente, a outras grandes cinebiografias clássicas de músicos e cantores famosos, como Ray ou Amadeus, por exemplo, por outro lado é bem-vinda a montagem não-cronológica, que joga eficientemente com a linha do tempo da personagem, ao mesmo tempo em que exige do público uma atenção - e um conseqüente envolvimento - mais próximo.

    Nos quesitos técnicos, Piaf - Um Hino ao Amor é irrepreensível. A fotografia escura e sombria de Testsuo Nagata, aliada à impecável reconstituição de época (no caso, de épocas, já que o filme transita em várias décadas), dão à produção ares de luxo e imponência, ao mesmo tempo em que criam uma aura de autenticidade, fundamental para que o público entre de cabeça na história da cantora, "comprando" o que vê na tela como a mais pura realidade. A sempre difícil maquiagem de envelhecimento beira a perfeição em Piaf - Um Hino ao Amor e a trilha sonora tem o grande mérito de não ser óbvia, utilizando as mais famosas canções de Piaf de forma comedida e precisamente colocada dentro de cada cena, sem os exageros que são quase sempre inevitáveis no caso do biografado estar ligado ao mundo da música.

    Ambicioso, Piaf - Um Hino ao Amor ousa retratar a vida da estrela por inteiro. A partir de seus primeiros e extremamente pobres anos de vida, passando por suas perambulações por cabarés e prostíbulos, a descoberta do talento natural, a lapidação deste talento, o sucesso, a ida aos Estados Unidos (numa Nova York totalmente feita em estúdio), os amores, até chegar à sua doença, que a atormentou e consumiu ainda bastante jovem.

    Deixamos, porém, o melhor para o final: a interpretação da atriz parisiense Marion Cotillard no papel-título. De coadjuvante quase imperceptível em filmes como Um Bom Ano (com Russell Crowe), Peixe Grande e suas Histórias Maravilhosas ou na trilogia Táxi, Marion se agiganta como Piaf, estoura na tela grande, dá alma ao personagem e se transforma de maneira impressionante a cada fase diferente de sua vida. Certamente receberá vários prêmios importantes durante a carreira do filme, que estreou em fevereiro deste ano na França e, conseqüentemente, concorrerá ao César (e talvez até ao Oscar) de 2008.

    Uma última informação: cinematograficamente, Piaf - Um Hino ao Amor apresenta pelo menos uma cena que já pode ser considerada antológica. Para quem não viu o filme, convém não contar para não estragar o momento, mas vale dizer que é um instante magnífico, no qual a personagem principal recebe uma notícia terrível e, no mesmo plano, exorciza a tristeza por meio de uma música composta a partir de uma carta de amor que ela própria escreveu. Só vendo.

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