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PIRATAS DO CARIBE: A VINGANÇA DE SALAZAR

(Pirates of the Caribbean: Dead Men Tell No Tales, 2017)

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22/05/2017 00h01
por Daniel Reininger

Quem viu um Piratas do Caribe viu todos. Então quem gosta, vai continuar gostando. Quem tem preguiça, vai continuar com preguiça, porque nada mudou com o novo filme, que é uma boa diversão com Jack Sparrow (Johnny Depp), cheia de ação, aventura, maldições e clichês.

Para os nostálgicos, o longa ainda traz o retorno de Will Turner (Orlando Bloom), Elizabeth Swann (Keira Knightley) e apresenta o filho do casal: Henry (Brenton Thwaites). E se a descrição acima te empolgou, corra para o cinema. Se a vontade é de fazer qualquer outra coisa na vida, você já tem sua resposta sobre se A Vingança De Salazar vale ou não.

A trama acompanha o jovem Henry Turner em sua busca por Jack Sparrow, pirata que pode ajudá-lo a encontrar o Tridente de Poseidon, artefato mitológico capaz de quebrar a maldição de seu pai, Will, pirata condenado a viver no mar a bordo do Holandês Voador, navio que aparece em O Baú Da Morte e No Fim Do Mundo e é comandado pelo terrível Davy Jones (Bill Nighy).

Paralelamente, Henry foi o único a sobreviver ao ataque de Salazar (Javier Bardem), um pirata morto-vivo preso a uma caverna que só quer vingança contra Sparrow. Ele logo conhece a cientista considerada bruxa, Carina (Kaya Scodelario), que está em busca do mesmo tesouro.

Todos se encontram, claro, eventualmente Salazar é libertado e pode perseguir Sparrow e seus novos amigos. Além disso, a coroa inglesa quer prender todos eles, mas não faz a menor ideia dos perigos que enfrentará para isso. Ah sim, Barbossa (Geoffrey Rush) também volta, claro.

A qualidade da produção continua inegável e as atuações continuam as mesmas. Destaque para os novatos Thwaites e Scodelario, boas adições para a trama. Já Depp está cada vez mais caricato como Sparrow e, algumas vezes, chega a incomodar de tão repetitivo, mas ainda deve ser a grande atração para quem curte a franquia. E mesmo Bardem também parece no automático ao viver o vilão do longa.

Piratas Do Caribe: A Vingança De Salazar possui uma narrativa truncada, com muitas coincidências para fazer a trama evoluir e os personagens se relacionarem. Os exageros não se resumem ao roteiro, algumas cenas de ação vão além do bom senso, tentam pegar o clima dos últimos Velozes E Furiosos, mas sem a mesma ousadia, e apenas servem para dar sono, como é o caso da fuga após o roubo de um banco.

A correria desenfreada continua como marca registrada, a música não para e a quantidade de informações jogadas no espectador ajudam a esconder os furos de roteiro e problemas de direção. Com visual sempre arrebatador e produção de arte inspirada, a franquia chega ao seu quinto filme com uma fórmula óbvia, capaz de trazer retornos financeiros, mas que não permite que nenhuma das sequências chegue nem perto da qualidade do filme original.

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Daniel Reininger

Daniel Reininger

Editor-Chefe

Fã de cultura pop, gamer e crítico de cinema, é o Editor-Chefe do Cineclick.

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