PLANETA DO TESOURO

PLANETA DO TESOURO

(Treasure Planet)

2002 ,

Gênero: Animação

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • John Musker, Ron Clements

    Equipe técnica

    Roteiro: Barry Johnson, Donnie Long, Frank Nissen, Kaan Kalyon, Ken Harsha, Mark Kennedy, Sam Levine

    Produção: Roy Conli

    Trilha Sonora: James Newton Howard

    Estúdio: Walt Disney Pictures

    Distribuidora: Disney

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Foi um gigantesco fracasso financeiro. O mais recente desenho animado de longa-metragem dos Estúdios Disney custou US$ 140 milhões e rendeu pouco mais de US$ 30 milhões nas bilheterias norte-americanas. Não era para tanto. O filme pode não ser nenhuma maravilha, mas não é ruim da maneira que os números sugerem.

    Os diretores e roteiristas Ron Clemens e John Musker (os mesmos de Hércules, Aladim e A Pequena Sereia) recontam a clássica história de A Ilha do Tesouro, de Robert Louis Stevenson, dentro de uma roupagem futurista. Num século qualquer, numa galáxia distante, o adolescente rebelde Jim e o veterano professor Dr. Doppler embarcam no navio comandado pela Capitã Amelia com o objetivo de encontrar o mítico Planeta do Tesouro, um lugar que estaria recheado das mais inimagináveis riquezas do universo. Mas até chegar lá eles enfrentarão uma série de aventuras, perigos e motins.

    O que mais chama a atenção no desenho não é exatamente a sua trama – linearmente convencional –, mas sim sua concepção artística que mistura elementos de ficção científica com clássicas histórias de piratas. As embarcações, por exemplo, são antigas galeras de séculos passados impulsionadas por potentes motores a jato. Içam suas velas e voam pelo espaço como um navio fantasma do futuro. A pequena cidade onde mora o herói adolescente pode tanto estar no interior de um pequeno país da Europa oriental, como no mais tecnológico dos planetas desconhecidos, dependendo da imaginação de cada um. Seres humanos convivem pacificamente com os mais estranhos alienígenas. Talvez toda esta mistureba de estilos tenha feito mal aos paladares conservadores do público médio, que acabou rejeitando o filme. Mas Planeta do Tesouro merece sim uma análise mais cuidadosa e criteriosa.

    É certo que os personagens não têm o forte carisma que costuma fazer o sucesso das boas produções com a chancela Disney, mas a derrocada estrondosa das bilheterias soa exagerada para este filme até que razoável.

    A lamentar, porém, o descaso da distribuidora Buena Vista, que não credita no final do filme as vozes da (ótima) dublagem brasileira.

    8 de janeiro de 2003
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

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