PLANETA VERMELHO

PLANETA VERMELHO

(Red Planet)

2000 , 106 MIN.

anos

Gênero: Ficção Científica

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Antony Hoffman

    Equipe técnica

    Roteiro: Chuck Pfarrer, Jonathan Lemkin

    Produção: Bruce Berman, Jorge Saralegui, Mark Canton

    Fotografia: Peter Suschitzky

    Trilha Sonora: Graeme Revell

    Estúdio: Warner Bros

    Elenco

    Benjamin Bratt, Carrie-Anne Moss, Simon Baker, Terence Stamp, Tom Sizemore, Val Kilmer

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    As aventuras espaciais não estão dando sorte ultimamente. Depois dos retumbantes fracassos de Supernova e Missão Marte, mais um mico vem se juntar à galeria de recentes bobagens intergalácticas. Trata-se de Planeta Vermelho, estréia na direção cinematográfica do publicitário Antony Hoffman.

    A ação é ambientada no ano 2050, quando a Terra já está esgotando seus últimos recursos naturais. O argumento propõe a idéia que nos últimos anos várias sondas foram enviadas para Marte, com o objetivo de criar artificialmente condições de vida humana na superfície daquele planeta. A intenção seria fazer de Marte um lugar habitável e assim desafogar a Terra. Mas, é claro que algo saiu errado com as sondas e uma missão humana é enviada até lá para consertar as coisas. A partir daí, nada se salva no filme.

    Logo na primeira cena, em que a comandante Bowman (Carrie-Anne Moss, de Matrix) apresenta sua tripulação, já se percebe a enxurrada de velhos clichês que se seguirão. Frases como “ele é sangue quente, mas bom piloto” nos remetem ao antigos dramalhões sobre a Segunda Guerra Mundial, em que o pelotão sempre tinha um covardão, um carinha legal e bem-humorado (que sempre morria no final), um sujeito cabeça quente, mas boa gente, um tipo meio mau caráter, que se redimia ao salvar a vida de um companheiro, e um negão simpático.

    Planeta Vermelho não é muito diferente disso. Tenta ser politicamente correto ao escalar uma mulher para ser chefe da nave, mas chega atrasado em relação à série de TV Voyager, que acaba de fazer exatamente a mesma coisa; tenta colocar alguma sensualidade no espaço ao deixar a comandante de camiseta branca, exatamente o que Sigourney Weaver fez há mais de 20 anos no primeiro Alien; tenta criar um robô indestrutível, assassino e ameaçador, exatamente como tantos desde O Dia em Que a Terra Parou; tenta criar um clima romântico entre a comandante e o engenheiro Gallagher (Val Kilmer, de Batman Eternamente), mas se perde na intenção. Tenta, tenta e nada consegue.

    O resultado é um filme absolutamente descartável, que não consegue criar empatia com o público, que constrói mal seus personagens e traz um roteiro superficial demais para uma ficção científica e fraco demais para uma aventura.

    Portanto, economize seu dinheiro.

    13 de fevereiro de 2001
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    Celso Sabadin é jornalista especializado em cinema desde 1980. Atualmente é crítico de cinema da Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão e do Canal 21. Às sextas-feiras é colunista do Cineclick. [email protected]

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