PLANO DE FUGA

PLANO DE FUGA

(Get The Gringo)

2012 , 96 MIN.

16 anos

Gênero: Ação

Estréia: 18/05/2012

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Adrian Grunberg

    Equipe técnica

    Roteiro: Adrian Grunberg, Mel Gibson, Stacy Perskie

    Produção: Bruce Davey, Mel Gibson, Stacy Perskie

    Fotografia: Benoît Debie

    Trilha Sonora: Antonio Pinto

    Estúdio: Icon Productions

    Distribuidora: Imagem Filmes

    Elenco

    Aaron Cohen, Aarón I. Campos, Blue Demon Jr., Bob Gunton, Boris Milaszenko, Clayton J. Barber, Dalibor Jajcanin, Daniel Giménez Cacho, Dean Norris, Denise Gossett, Dolores Heredia, Fernando Becerril, Gustavo Sánchez Parra, Jace Jeanes, Jesús Ochoa, Kevin Hernandez, Manuel Domínguez, Mel Gibson, Omar Ayala, Paloma Arredondo, Patrick Bauchau, Peter Stormare, Roberto Sosa, Scott Cohen, Sofía Sisniega, Stephanie Lemelin, Tenoch Huerta, TomSchanley, Zak Knutson

  • Crítica

    16/05/2012 17h53

    Depois de algum tempo longe do cinema, no qual se dedicou com afinco a protagonizar escândalos, Mel Gibson voltou à ativa em 2009 com o policial O Fim da Escuridão, um retumbante fracasso. Seguiram-se mais alguns escândalos envolvendo excesso de álcool, prisões, antissemitismo, homofobia e agressão até que Jodie Foster o resgatasse no bom drama Um Novo Despertar. Mas os fãs queriam velho Gibson, o cara carismático e durão de séries como Máquina Mortífera e Mad Max.

    Plano de Fuga não tem o vigor necessário para reaver a carreira do ator. Tanto que nem chegou às salas de cinema americanas, sendo lançado direto em VOD (Video on Demand). Mas se está difícil para Gibson recuperar o prestígio, a culpa, definitivamente, não é do filme.

    A indústria de cinema estadunidense é até bastante indulgente com os arroubos de suas estrelas, mas fica difícil perdoar um astro que bate em mulher, critica judeus, negros, homossexuais e toda e qualquer minoria, além de não perder a oportunidade de se mostrar arrogante e megalomaníaco quando pode. Existe um limite, mesmo em Hollywood, e o ator parece tê-lo excedido.

    Plano de Fuga não foi ignorado por sua qualidade. Coescrito e produzido pelo ator, o longa marca a estreia na direção de Adrian Grunberg (assistente de direção de Gibson em Apocalypto). Tem início com uma ótima sequência de abertura, com o astro de Coração Valente ao volante de um carro sendo perseguido pela polícia, vestido de palhaço e com alguns milhões de dólares no banco de trás.

    Sem grandes pretensões, mas bem conduzido, o filme resgata o Mel Gibson dos velhos tempos: sarcástico, sensível (só o necessário) e perigoso no papel de um ladrão que passa o infortúnio de parar em El Pueblito, um presídio mexicano insólito e violento. Controlado por bandidos e policiais corruptos, o local funciona como uma pequena cidade onde pessoas não condenadas convivem com os criminosos, o comércio é livre e existe um esquema de saídas relegado aos chefões locais. Gringo, como fica conhecido o personagem de Gibson, só quer reaver seu dinheiro e dar o fora dali. Antes, se envolve com um morador local, um menino esperto cuja vida tem uma relação bizarra com a do chefão do presídio.

    O que segue são cenas de ação e tiroteio muito bem dirigidas, diálogos divertidos e uma trama intricada na qual tudo se encaixa a contento graças ao roteiro bem-amarrado. O filme tem certa previsibilidade, mas é agradável de ver muito em virtude do carisma do ator. Plano de Fuga não vai resgatar Gibson do limbo nem entrar na galeria de seus melhores filmes, mas é uma boa diversão descompromissada, ainda mais para quem estava com saudades de ver o ator fazer o que sabe melhor.

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