PLATA QUEMADA

PLATA QUEMADA

(Plata Quemada)

2000 , 125 MIN.

18 anos

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Marcelo Piñeyro

    Equipe técnica

    Roteiro: Marcelo Fugueras, Marcelo Piñeyro

    Produção: Óscar Kramer

    Fotografia: Alfredo F. Mayo

    Trilha Sonora: Osvaldo Montes

    Elenco

    Eduardo Noriega, Héctor Alterio, Leonardo Sbaraglia, Leticia Brédice, Pablo Echarri

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Buenos Aires, 1965. Uma quadrilha se prepara para roubar de um caminhão contendo milhões de pesos. São cinco criminosos: o perfeccionista Fontana (Ricardo Bartis), o despojado Cuervo (Pablo Echarri), o contato político Nando (Carlos Roffé) e os "Gêmeos" Angel (Eduardo Noriega, de A Morte ao Vivo e Trancado por Dentro) e Nene (Leonardo Sbaraglia, de Cinzas do Paraíso). Apesar de conhecidos no mundo do crime como "Gêmeos", Angel e Nene são amantes homossexuais unidos por fortes laços de amor e ciúmes. Nem tudo, porém, sai conforme planejado: os criminosos conseguem o dinheiro, mas durante a ação Angel é gravemente ferido. Contrariando Fontana, Nene carrega Angel até o esconderijo, colocando toda a operação em perigo. O bando decide, então, se refugiar no Uruguai, dando início a um desesperador exílio solitário, em que dúvidas, sentimentos confusos e situações mal resolvidas vão explodir num violento banho de sangue.

    Produzido por Argentina, França, Espanha e Uruguai, Plata Quemada levou dois prêmios técnicos no Festival de Havana (som e fotografia), além do Goya (o Oscar espanhol) de melhor filme estrangeiro em língua espanhola. É, certamente, um trabalho de fôlego e competência dirigido por Marcelo Piñeyro, cineasta responsável por alguns dos maiores sucessos recentes do cinema argentino. Entre eles, Cavalos Selvagens, Tango Feroz e Cinzas do Paraíso.

    Contudo, é um filme que exige uma boa dose de paciência e boa vontade do espectador. Muitas vezes arrastado, não é raro o roteiro se perder por caminhos que mais desviam a atenção que propriamente contribuem para a narrativa. O corte de alguns minutos poderia proporcionar maior agilidade à trama, embora possa se atribuir esta densidade de ritmo à intenção do diretor em prolongar a angústia dos seus personagens. É uma forma de ver as coisas. Fãs de um cinema mais realista podem estranhar o excessivo uso de liberdades poéticas nas cenas finais: é necessário entrar no jogo de exageros de Piñeyro e deixar preconceitos estéticos de lado para apreciar Plata Quemada em toda sua intensidade. Afinal, o filme vem da terra do tango, o mais exagerado dos ritmos musicais.

    Plata Quemada é baseado numa história real que permaneceu em segredo por 35 anos.

    21 de novembro de 2001
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

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