PODECRER!

PODECRER!

(Podecrer!)

2007 , 96 MIN.

Gênero: Comédia Romântica

Estréia: 02/11/2007

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Arthur Fontes

    Equipe técnica

    Roteiro: Marcelo O. Dantas

    Produção: Leonardo Monteiro de Barros

    Fotografia: Gustavo Habda

    Trilha Sonora: Dado Villa-Lobos

    Estúdio: Conspiração Filmes

    Elenco

    Dudu Azevedo, Erika Mader, Fernanda Paes Leme, Gregório Duvivier, Julia Gorman, Liliana Castro, Marceli Adnet, Maria Flor, Silvio Guindane

  • Crítica

    02/11/2007 00h00

    Adolescência é, na maioria das vezes, um período da vida que temos prazer em lembrar. Principalmente, nosso último ano de colégio. É quando sentimos aquele gostinho de superioridade. Somos os mais velhos do colégio e, por isso, os mais respeitados. Bagunçamos, irritamos os mais novos, cabulamos aula e, nos cantinhos escuros, beijamos muito.

    É assim desde sempre ou, pelo menos, desde 1981, quando é ambientado Podecrer!, filme de Arthur Fontes (Surf Adventures - o Filme), inspirado no livro homônimo de Marcelo O. Dantas. Em um período marcado pelo início do rock nacional e por debates políticos sobre os rumos do país, nove jovens vão enfrentar a dura fase pré-vestibular, no Colégio São Jorge, no Rio de Janeiro, driblando o surgimento das responsabilidades e da decisão de uma profissão com o que há de mais gostoso nessa fase. Muita festa, praia e namoricos. Isso tudo numa época sem iPod, celular e internet.

    Mesmo com a fórmula de comédia romântica marcada pelo amor entre Carol (Maria Flor, de Cazuza) e João (Dudu Azevedo, de Ôdique), a protagonista da trama é a amizade. Silvinha (Liliana Castro, de O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias), Melissa (Fernanda Paes Leme, de O Homem que Desafiou o Diabo), Ana Claúdia (Erika Mader, de Amor Maior do Mundo), Duda (Julia Gorman, de Amor de Bala), PP (Silvio Guindane, de Orfeu), Marquinho (Gregorio Duvivier, de O Diário de Tati) e Tavico (Marcelo Adnet, de O Amor Maior do Mundo) têm papéis expressivos (além de serem bem interpretados) e são tão importantes para o sucesso do longa quanto o par central.

    Com cenas engraçadas, embaladas pela trilha sonora bem selecionada de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Tim Maia e Jorge Ben, o filme segue sempre de forma simples e leve. A tensão só surge quando o tema gira em torno do aborto. Assunto sempre polêmico, a gravidez na adolescência continua causando traumas e confusões na cabeça dos jovens e o diretor não podia esquecer de colocá-la na trama.

    E, por falar em polêmica, em uma época de sexo, drogas e rock, o uso da maconha não podia deixar de ser personagem coadjuvante. Mas nada que influencie os espectadores. Ela está presente nas cenas como realidade, não como apologia, e isso diferencia Podecrer! de outros filmes brasileiros. Na fase de representação da violência no Brasil com Tropa de Elite e Cidade de Deus, assistimos na telona um país marcado por crimes, mortes e injustiça. Já o longa de Fontes nos faz reviver um Rio de Janeiro menos assustador e alguns sonhos mais inocentes dos jovens. Montar uma banda é o desejo de João e o tráfico de drogas ou as diferenças sociais não são preocupações recorrentes.

    Esse tom nostálgico vai agradar principalmente aos quarentões, que vão se familiarizar com várias situações enfrentadas pelo grupo. Mas os jovens de hoje, antenados naquela época, também não irão se decepcionar e sairão do cinema satisfeitos.

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