PODER PARANORMAL

PODER PARANORMAL

(Red Lights)

2012 , 119 MIN.

16 anos

Gênero: Ação

Estréia: 21/09/2012

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Rodrigo Cortés

    Equipe técnica

    Roteiro: Rodrigo Cortés

    Produção: Adrián Guerra, Rodrigo Cortés

    Fotografia: Xavi Giménez

    Trilha Sonora: Victor Reyes

    Estúdio: Antena 3 Films, Cindy Cowan Entertainment, Nostromo Pictures

    Distribuidora: Califórnia Filmes

    Elenco

    Aidan Shipley, Ann Turnbull, Burn Gorman, Cillian Murphy, Craig Roberts, Eben Young, Elizabeth Olsen, Eugenio Mira, Garrick Hagon, Gina Bramhill, Jan Cornet, Jaume Queralt, Jean Claude Ricquebourg, Jeany Spark, Jeff Mash, Jesse Bostick, Joely Richardson, Joshua Zamrycki, Julius Cotter, Karen David, Leonardo Sbaraglia, Liliana Cabal, Lynn Blades, Mitchell Mullen, Molly Malcolm, Nikol Kollars, Pablo Derqui, Patricia Potter, Paulette Sinclair, Peter Brooke, Robert De Niro, Robert G. Slade, Sigourney Weaver, Simon Brading, Simon Lee Phillips, Toby Jones

  • Crítica

    17/09/2012 07h30

    Os chamados Filmes B de antigamente ganharam status diferente nos dias de hoje. Como no caso deste, costumam ser edulcorados por grandes nomes do cinema, já sem tanto prestígio como antes, para driblar a desconfiança do público e levá-lo às salas de cinema. Na maioria das vezes, funciona.

    Em Poder Paranormal, dirigido por Rodrigo Cortés, do bom Enterrado Vivo, temos Sigourney Weaver e Robert De Niro tão somente como chamarizes para uma trama improvável sobre paranormalidade e seus truques baratos, que leva o público a uma viagem de quase duas horas de sustos e revelações pretensamente surpreendentes.

    Weaver é Margaret Matheson, cientista taciturna que vive de refutar publicamente charlatões que se dizem detentores de poderes sobre-humanos. Seu fiel escudeiro é o jovem doutor em Física Tom Buckley (Cillian Murphy, de A Origem), que parece tão ou mais cético que sua mentora. Quando renomado médium Simon Silver (Robert De Niro) volta à cena, depois de anos de afastamento após um episódio nebuloso, Buckley se sente tentado a investigar seus métodos, mas encontra a resistência de sua chefe. Segredos improváveis são, então, revelados e ameaçam por em perigo a vida de todos os envolvidos.

    A percepção de se estar assistindo a apenas uma distração rasa não vem logo. Poder Paranormal tem um início promissor e nos leva a crer, ao menos por algum tempo, estarmos diante de algo diferente. Não demorar muito, no entanto, para essa impressão fugaz ser desfeita por um enredo frágil que envolve um jovem em coma e segredos não revelados que parecem inseridos a fórceps no filme para manter a atenção do espectador presa, enquanto nada de realmente importante acontece.

    Weaver, destaque do filme, contribui para acreditarmos estar diante de um thriller de atmosfera assustadora e enredo acima da média. Sua personagem é reservada e ambígua e sugere ao público uma mulher que esconde importantes segredos. O problema é que os tais “segredos” não são tão importantes e reveladores como se supõe. E nesse crescendo de frustração, chegamos a um final inverossímil do qual, da empolgação do início, só resta um tédio decepcionante como um filme cheio de possibilidades, mas fracamente desenvolvido.

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