Pokémon: O Filme, Mewtwo Contra-Ataca

POKÉMON: O FILME: MEWTWO CONTRA-ATACA

(Gekijô-ban poketto monsutâ - Myûtsû no gyakushû)

1998 , 96 MIN.

anos

Gênero: Animação

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Kunihiko Yuyama

    Equipe técnica

    Roteiro: Takeshi Shudo

    Produção: Choji Yoshikawa, Takemoto Mori, Tomoyuki Igarashi

    Fotografia: Hisao Shirai

    Trilha Sonora: Hirokazu Tanaka, John Loeffler, Ralph Schuckett, Shinji Miyazaki, Wayne Sharpe

    Estúdio: Creatures, GAME FREAK, JR Kikaku, Media Factory, Nintendo, Oriental Light and Magic (OLM), Pikachu Project, Pikachu Project '98, Shogakukan Production, Tomy, TV Tokyo

    Montador: John Loeffler, Toshio Henmi, Yutaka Itô

    Distribuidora: Warner Bros.

    Elenco

    Addie Blaustein, Ed Paul, Eric Stuart, Hirotaka Suzuoki, Ikue Ôtani, James Carter Cathcart, Jay Goede, Madeleine Blaustein, Rachael Lillis, Rodger Parsons, Ted Lewis, Veronica Taylor

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Não poderia ser diferente. Qual o produtor de cinema que, em sã consciência, deixaria de fazer uma seqüência de Pokémon, o Filme, após o seu grande sucesso nas bilheterias mundiais? O título original do primeiro episódio, por sinal, não dava margem a nenhuma dúvida: Pokémon, The First Movie: Mew two Strikes Back. Claro que o “the second movie” já veio, assim como outros virão, para a alegria da garotada e das empresas investidoras no projeto, as japonesas Shogakukan e 4 Kids (ambas produtoras também do seriado de TV), e a americana e poderosa Warner, que distribui o filme quase no mundo inteiro.
    O sucesso é merecido. Diferente de outros desenhos conterrâneos, os dois primeiros longas da série Pokémon trazem bons roteiros e um apuro visual mais caprichado que a média. Neste segundo episódio, Pokémon – O Filme 2000, a trama começa mostrando um poderoso colecionador de Pokemons que quer adicionar ao seu acervo três raridades: o Pássaro do Fogo, o Pássaro do Gelo e o Pássaro do Raio (só não me peçam para recordar seus nomes originais em japonês, porque aí também já é demais). São três aves mitológicas que habitam em três diferentes ilhas. O grande problema é que se estes pássaros forem colocados juntos, eles iniciariam uma verdadeira luta de titãs que acabaria por libertar a Fera do Mar, uma espécie de dragão anfíbio com poderes de inundar toda a Terra. Bem oriental, não? É justamente aí que Pokémon se sobressai de seus similares ocidentais: os roteiros têm mais filosofia, mais simbolismos, e são menos maniqueístas. Dependendo do desenvolvimento da história, os vilões podem até “virar casaca”, já que nem eles têm interesse no fim do mundo. Os momentos de humor funcionam. Também não existe a necessidade de deixar tudo explicadinho e mastigado para a garotada: há aspectos da trama que cada espectador pode resolver à sua maneira. E mais: por mais que o desenho pregue a amizade e a solidariedade, ele também deixa claro que – em situações limites – é o indivíduo que faz a diferença, não a coletividade. Coisas que Disney jamais aprovaria.
    Como – pelo menos teoricamente – eu já passei um pouco da idade de curtir Pokémon, preferi assistir aos dois longas em sessões normais num cinema de shopping, junto com o público, visando realizar uma análise mais apurada. E é impressionante notar como as crianças grudam os olhos na tela, participam, se divertem e se emocionam com os monstrinhos. Mal soltam um pio. Toda esta capacidade que Pokémon têm de seduzir o público ao qual ele se destina necessita, no mínimo, ser respeitada pelos adultos.
    O ideal é assistir Pokémon sem preconceitos, entrar no universo infantil e tentar perceber por que ele está longe de ser “apenas mais um desenho japonês”.

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