POLARÓIDES URBANAS

POLARÓIDES URBANAS

(Polaróides Urbanas)

2006 , 82 MIN.

14 anos

Gênero: Comédia Dramática

Estréia: 29/02/2008

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Miguel Falabella

    Equipe técnica

    Roteiro: Miguel Falabella

    Produção: Bia Castro

    Fotografia: Gustavo Habda

    Trilha Sonora: Guto Graça Mello

    Estúdio: Globo Filmes, Lereby Produções

    Elenco

    Alexandre Slavieiro, Arlete Salles, Juliana Baroni, Marília Pêra, Neuza Borges, Stella Miranda

  • Crítica

    29/02/2008 00h00

    Depois de ter se aventurado em tantos meios de comunicação, nas mais diferentes ocupações, é difícil acreditar que esse seja o primeiro longa-metragem de Miguel Falabella no papel de diretor, mas é verdade. Ele já atuou em filmes como Redentor (2004), roteirizou A Partilha (2001) e até mesmo dublou animações, como Rugrats em Paris - Os Anjinhos (2000). Isso sem contar sua vasta experiência com TV e teatro. Tantas qualificações em seu currículo com certeza o ajudaram na realização de Polaróides Urbanas e. principalmente, lhe deram coragem para ousar em sua estréia.

    Falabella não foge de seu assunto preferido: o longa aborda temas cotidianos e o relacionamento entre as pessoas e o mundo que as cerca. Magali (Marília Pêra) é uma dona de casa frustrada e entediada com sua vida. Seu maior tormento é o fato de nunca sair de casa, nem passear no carro novo que seu marido ganhou em um consórcio porque tem medo de tirá-lo da garagem. Para superar tanta amargura, ela faz terapia com a Dra. Paula (Natália do Vale). Psicoterapeuta renomada, não consegue controlar sua própria filha Melanie (Ana Roberta Gualda), que possui graves problemas psicológicos. Com uma mãe ausente, a jovem acabou sendo criada pela governanta Crioula (Neusa Borges), que lhe deu muito amor, além de tê-la amamentado. Outra paciente da Dra. Paula é a solitária atriz Lise (Arlete Salles), que tem Síndrome do Pânico e não consegue nem ao menos encarar a platéia e seus fãs. Magda (Marília Pêra) é a irmã gêmea de Magali, possui uma personalidade autoritária e sua maior vítima é o marido, que faz todas as suas vontades.

    Foram 15 anos tentando transformar a peça Como Encher um Biquíni Selvagem em filme. Mesmo assim, os assuntos abordados são atuais, de fácil identificação. Porém, o mais interessante no filme é que Falabella foge do seu humor carregado e tradicional, entregando-se ao drama, com um toque de humor sarcástico e inteligente, encontrando um equilíbrio entre o rir e o chorar. Os temas são pesados, as situações melancólicas, mas as piadas se encaixam perfeitamente, sem quebrar o clima.

    A ousadia de Falabella não pára por aí. A caprichada fotografia é o suporte para que a montagem fuja do convencional ou mesmo do comercial, como se o diretor buscasse uma linguagem própria por meio da montagem, mas nada a ponto de ser considerado um filme experimental ou inovador. Apenas atrevido para quem está dando seu primeiro passo. Em outras palavras, Polaróides Urbanas é um filme tecnicamente muito bem-feito, que resulta em um bom entretenimento.

    Mesmo assim, não há como negar que, se não fosse o grande elenco, Polaróides Urbanas correria o risco de passar despercebido para o grande público. Repleto de grandes estrelas, comandadas por Marília Pêra, os atores dão o tom e a química do filme. Falando na protagonista, Marília mostra o que é ser uma atriz de talento. Só por ela, já vale o preço do ingresso.

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