POSSESSÃO (2012)

POSSESSÃO (2012)

(The Possession)

2012 , 92 MIN.

14 anos

Gênero: Terror

Estréia: 02/11/2012

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Ole Bornedal

    Equipe técnica

    Roteiro: Juliet Snowden, Stiles White

    Produção: J. R. Young, Robert G. Tapert, Sam Raimi

    Fotografia: Dan Laustsen

    Trilha Sonora: Anton Sanko

    Estúdio: Ghost House Pictures, North Box Productions

    Distribuidora: Paris Filmes

    Elenco

    Adam Young, Agam Darshi, Amanda Dyar, Anna Hagan, David Hovan, Erin Simms, Graeme Duffy, Grant Show, James O'Sullivan, Jarett John, Jeffrey Dean Morgan, Jim Thorburn, John Cassini, Kyle Cornell, Kyra Sedgwick, Madison Davenport, Nana Gbewonyo, Natasha Calis, Quinn Lord, Rob LaBelle, Sharmaine Yeoh, Steve Saunders

  • Crítica

    27/10/2012 15h35

    Mais uma vez o termo “baseado em história real” é usado para atrair desavisados às salas de cinema. Até se pode embarcar na onda dos roteiristas de Possessão, mas a verdade é que nunca houve uma linda garotinha que engolia mariposas, via dedos saindo de sua garganta e fazia ventar apenas com o olhar.

    O enredo, supostamente verídico, se refere a um armário de vinhos comprado no site eBay, levado para os Estados Unidos por uma sobrevivente do Holocausto logo após a Segunda Guerra Mundial.

    O móvel teria trazido consequências terríveis para seus compradores, segundo matéria publicada pelo jornal Los Angeles Times em 2004. O objeto nefasto, de acordo com o folclore judeu, seria a prisão de um espírito maligno possuidor chamado Dybbuk.

    No filme a relíquia amaldiçoada acaba nas mãos da jovem Emily (Natasha Calis), que a compra numa liquidação de garagem. O Dybbuk logo encontra novo hospedeiro na inocente menina. Ela, como a Regan de O Exorcista, começa a exibir comportamento violento e antissocial, ou seja, nada de novo no front.

    A única novidade aqui é que o demônio não é combatido por um padre católico, mas sim pelo cantor de reggae judeu Matisyahu, que interpreta Tzadok, o exorcista menos carismático já visto nas telonas. O personagem surge no filme cantarolando Rastaman Chant, música que faz parte de seu repertório. Quem diria que o Dybbuk encontraria em um judeu rastafari para confrotá-lo...

    O terror, dirigido pelo dinamarquês Ole Bornedal, não aposta no susto, mas sim nos ótimos e nojentos efeitos visuais que, apesar de poucos, são o ponto alto do filme. Cortesia do PhD no assunto Sam Raimi, diretor da trilogia original do Homem-Aranha e produtor do filme. O problema é que depois de Jogos Mortais, Planeta Terror e outros longas sanguinolentos, fica difícil para Possessão ganhar espaço na memória do público.

    Tirando os quipás e inscrições hebraicas, o roteiro segue a mesma evolução da maioria dos filmes de exorcismo, o que o torna extremamente previsível - há tempo o gênero carece de inovação. Neste contexto, Possessão é mais um filme que mostra uma garotinha sendo possuída por um espírito do mal. Talvez se os Dybbuks frequentassem mais as salas de cinema veriam que a tática não funciona mais; já estamos anestesiados faz tempo.




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