POUCAS E BOAS

POUCAS E BOAS

(Sweet and Lowdown)

1999 , 95 MIN.

14 anos

Gênero: Comédia

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Woody Allen

    Equipe técnica

    Roteiro: Woody Allen

    Produção: John Doumanian

    Fotografia: Fei Zhao

    Trilha Sonora: Dick Hyman

    Elenco

    Al Bryant, Alfred Sauchelli Jr., Anthony LaPaglia, Ben Duncan, Benjamin Franklin Brown, Brad Garrett, Brian Markinson, Brooks Giles III, Carol Woods, Carole Bayeux, Carolyn Saxon, Chris Bauer, Chuck Lewkowicz, Clark Gayton, Constance Shulman, Cory Solar, Dan Moran, Daniel Okrent, Darryl Alan Reed, Denis O'Hare, Dennis Stein, Dick MingaloneMr. Spoons, Dick Monday, Douglas McGrath, Drummond Erskine, Earl P. McIntyre, Eddy Davis, Emme Kemp, Frank Wess, Fred Goehner, Gretchen Mol, James Urbaniak, James Williams, Jerome Richardson, Joe Ambrose, John Patrick McLaughlin, John Waters, Johnson Ron C. Jones, Joseph Rigano, Josh Mowery, Kaili Vernoff, Katie Hamill, Kellie Overbey, Lexi Egz, Lola Pashalinski, Marc Damon, Marcus McLaurine, Mary Stout, Michael Peter Bolus, Mick O'Rourke, Molly Price, Nat Hentoff, Orange Kellin, Paula Parrish, Peter Leung, Ralph Pope, Ray Garvey, Rick Mowat, Sally Placksin, Samantha Morton, Sean Penn, Simon Wettenhall, Steve Bargonetti, Ted WilkinsMichael Sprague, Tony Darrow, Uma Thurman, Vince Giordano, Vincent Guastaferro, William Addy, Woody Allen, Yvette Mercedes

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    O que se deve esperar de um filme de Woody Allen? Diálogos inteligentes? Situações cínicas e sarcásticas? Bom humor? Ótimas interpretações? Então, seja bem-vindo à comédia dramática Poucas e Boas, um Woody Allen legítimo, cheio de diálogos inteligentes, situações cínicas e sarcásticas, bom humor e ótimas interpretações. Principalmente de Sean Penn e Samantha Morton, ambos indicados ao Oscar e ao Globo de Ouro do ano.

    O roteiro de Allen imagina um fictício Emmet Ray (Sean Penn), exímio guitarrista de jazz e blues na época da Grande Depressão. Sem medo de ser cafajeste, Ray é cafetão, cleptomaníaco, machista, cruel... e mesmo assim as mulheres o adoram. Desde uma simplória lavadeira (a jovem inglesa Samantha Morton), até uma sofisticada escritora (Uma Thurman). Emmet, por outro lado, não ama as mulheres. Os melhores momentos de sua vida são dedicados à sua música, a observar trens passando e a atirar em ratos no lixão. No fundo, ele tem mesmo é pavor de se apaixonar.

    Poucas e Boas tem o inconfundível estilo de Allen que o público ama ou odeia: profusão de palavras, força total nos diálogos, ritmo cadenciado e muito jazz na trilha sonora. Para os fãs, uma maneira quase hipnótica de filmar. Para os desafetos, a estranheza de se contar histórias fora do padrão hollywoodiano tradicional. Para Allen, nem sempre é necessário que seus filmes tenham os clássicos começo, meio e fim bem definidos, tão valorizados nas escolas de roteiro. Para ele, vale mais o clima, o momento, a idéia e o sentimento a serem transmitidos.

    Ultimamente, porém, as platéias parecem rejeitar cada vez mais este estilo solto do famoso cineasta novaiorquino: mesmo com duas indicações ao Oscar, Poucas e Boas faturou irrisórios US$ 4 milhões nas bilheterias americanas. Muito pouco para a qualidade do filme, que pode não figurar entre os melhores de Allen, mas que sem dúvida é um belo trabalho – ao mesmo tempo engraçado e sensível – que merece ser conferido.
    Em tempo: repare também na esplêndida reconstituição de época.

    31 de janeiro de 2001
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    Celso Sabadin é jornalista especializado em cinema desde 1980. Atualmente é crítico de cinema da Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão e do Canal 21. Às sextas-feiras é colunista do Cineclick. [email protected]

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