PRAÇA SAENS PEÑA

PRAÇA SAENS PEÑA

(Praça Saens Peña)

2008 , 100 MIN.

14 anos

Gênero: Comédia Dramática

Estréia: 11/12/2009

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Vinicius Reis

    Equipe técnica

    Roteiro: Vinicius Reis

    Produção: Luís Vidal

    Fotografia: Fabrício Tadeu

    Trilha Sonora: Pedro Luís

    Distribuidora: Moviemobz

    Elenco

    Aldir Blanc, Caio Reis, Chico Díaz, Gustavo Falcão, Guti Fraga, Isabella Meirelles, Leandra Miranda, Lili Rose, Márcio Fonseca, Maria Padilha, Maurício Gonçalves, Regina Melo, Rosana Barros, Satela Brajterman, Zé Mário Farias

  • Crítica

    03/12/2009 16h24

    A classe média (aquela média mesmo, assustada e apega às minúsculas conquistas) não é um dos fortes do cinema brasileiro. Só para ter uma ideia, na programação da Retrospectiva do Cinema Brasileiro de 2009, apenas dois filmes, Feliz Natal e Se Nada Mais Der Certo, se concentram a construir dramas (que não sejam sociais) envolvendo a classe média.

    Por que essa introdução? Para pontuar que Praça Saens Peña é um filme diferente na cinematografia nacional. Uma ficção que traz uma pequena parte do Rio de Janeiro que serve como microcosmo de um imenso universo carioca.

    O filme de Vinicius Reis (A Cobra Fumou) cria personagens como se fossem pérolas descobertas durante um processo documental. Aposta em diálogos engraçados e a uma ambientação fiel da Tijuca, cuja praça mais conhecida é o centro da história. Busca na simplicidade e na beleza do cotidiano a fonte inspiradora - pode parecer clichê, mas não é.

    O longa nos apresenta uma mulher quarentona, Teresa (Maria Padilha), muito bem casada com Paulo (Chico Diaz), um professor que sempre quis ser escritor. O casal tem uma filha, Bel (Isabela Meireles), adolescente bem chata. Quando Paulo recebe a proposta de fazer um livro sobre a Tijuca, região carioca que engloba diversos bairros e é costumeiramente definida como o berço do samba, a vida da família muda.

    O apartamento é pequeno, aquele computador novo tem de ficar para depois, nem ventilador salva quando o sol bate forte. Nesse ínterim de perrengues, pai, mãe e filha tentam manter seus sonhos pequeno-burguês.

    A história criada e dirigida por Reis não traz grandes reviravoltas. Não é essa a atração do filme. O principal prazer é o retrato das aspirações da classe média sem recorrer a citações fáceis e reducionistas. O pequeno mundo de sonhos baratos criado elo entre o roteiro e direção de Reis traz, ao mesmo tempo, qualidade dramática, muito humor e verossimilhança.

    Até mesmo para uma plateia que não seja próxima ao universo carioca retratado no filme Praça Saens Peña mostra força ao ser carinhoso com o professor que quer virar intelectual (Paulo) ou a dona de casa que quer ter a casa própria (Padilha). Um bem-vindo olhar para a classe média tijucana.

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