Prenda-Me

PRENDA-ME

(Arrêtez-moi)

2013 , 99 MIN.

14 anos

Gênero: Suspense

Estréia: 20/03/2014

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Jean-Paul Lilienfeld

    Equipe técnica

    Roteiro: Jean-Paul Lilienfeld

    Produção: Jean-Michel Rey, Jesus Gonzalez-Elvira, Nicolas Steil

    Fotografia: Pascal Rabaud

    Trilha Sonora: Matthieu Gonet

    Estúdio: Iris Films, Iris Productions, Rézo Productions

    Montador: Aurique Delannoy

    Distribuidora: Esfera Filmes, Europa Filmes

    Elenco

    Anne Beaupain, Arthur Buyssens, Claudine Pelletier, Dinara Drukarova, Eric Godon, Frédéric Frenay, Hervé Guerrisi, Jean-François Wolff, Jenny Clève, Marc Barbé, Miou-Miou, Patrick Hastert, Roger De Moerloose, Serge Hollogne, Sophie Marceau, Thomas Coumans, Vadim Goudsmits, Valérie Bodson, Yann Ebonge

  • Crítica

    18/03/2014 14h57

    Este é um filme que prende sua atenção pelos motivos errados. Mal conduzido e de narrativa inverossímil, Prenda-me suscita no espectador a curiosidade masoquista de querer saber "onde tudo isso vai dar?". Até lá, resta acompanhar a trama teatral repleta de intenções, mas de quase nenhum êxito em tratar dos assuntos a que se propõe.

    A protagonista interpretada por Sophie Marceau sai de casa à noite em se dirige à delegacia de um subúrbio francês. Lá encontra a tenente Pontoise (Miou-Miou - Sim, este é o nome da atriz e não a onomatopeia de um gato francês) de plantão. Ela tem uma tardia confissão a fazer: ao contrário do que apontou a polícia anos atrás, seu marido não de suicidou, mas foi assassinado por ela.

    Como aponta o título do filme, a personagem quer ser presa. O crime está prestes a completar 10 anos e vai prescrever em algumas horas. Tem início então um duelo sustentado em diálogos entre policial e criminosa. Esta tentando explicar os motivos porque quer abdicar do crime prefeito e se ver tolhida da liberdade, e a tenente Pontoise tentando demovê-la da ideia justificando sua atitude como um ato de desespero diante de um marido violento.

    A ideia do diretor e roteirista Jean-Paul Lilenfeld era, aparentemente, por em discussão os muitos aspectos morais que envolvem justiça, punição e culpa. Seria justo condenar à prisão esta mulher que ao longo de anos sofreu abusos físicos e psicológicos do marido? Só que da boa ideia à concepção a distância é grande. Por mais que as intenções tenham sido as melhores, Prenda-me se perde em diálogos improváveis e passa longe de sugerir questionamentos morais mais profundos.

    A direção, por outro lado, não ajuda. Decisões equivocadas como o uso em excesso de câmera subjetiva – nos flashbacks em que a protagonista é mostrada sendo agredida pelo parceiro –, em vez de colocar o espectador sob sua perspectiva, acabam por chamar a atenção para o recurso e também para o quão rasa foi a construção do personagem masculino. Estes momentos só suscitam um questionamento: por que ela permaneceu casada com esse animal?

    Isso o filme não explica, como também explica mal as motivações da própria personagem que se autoflagela ao se entregar. Diz o adágio que o que começa mal termina mal, mas para saber "onde tudo isso vai dar" o leitor terá de exercitar sua curiosidade masoquista e encarar uma sessão de Prenda-me.

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