PRENDA-ME SE FOR CAPAZ

PRENDA-ME SE FOR CAPAZ

(Catch Me If You Can)

2002 , 141 MIN.

12 anos

Gênero: Aventura

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Steven Spielberg

    Equipe técnica

    Roteiro: Jeff Nathanson

    Produção: Steven Spielberg, Walter F. Parkes

    Fotografia: Janusz Kaminski

    Trilha Sonora: John Williams

    Estúdio: DreamWorks SKG, Kemp Company, Muse Entertainment Enterprises, Parkes/MacDonald Productions, Splendid Pictures

    Distribuidora: Paramount Pictures Brasil

    Elenco

    Amy Adams, Brian Howe, Chris Ellis, Christopher Walken, Frank John Hughes, James Brolin, Jennifer Garner, John Finn, Leonardo DiCaprio, Martin Sheen, Nathalie Baye, Steve Eastin, Tom Hanks

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Resista se for capaz: esta deliciosa comédia aventuresca (com pitadas dramáticas) dirigida por Steven Spielberg tem feito a cabeça de milhões de norte-americanos, que já deixaram nas bilheterias daquele país mais de US$ 156 milhões, o triplo dos custos do filme. E não é para menos. Prenda-me se For Capaz é envolvente, simpático, ágil e extremamente carismático. Usando uma expressão da língua inglesa, e sem trocadilhos, é um trabalho bastante “catchy” do mais famoso diretor da Hollywood atual.

    O filme tem o mérito de começar muito, muito bem: a seqüência de abertura, desenvolvida sob a forma de desenho animado, é uma genial referência às comédias dos anos 60, estilo A Pantera Cor de Rosa. Junto com ela vem a excelente trilha jazzística de John Williams, compositor do qual eu nunca fui fã, mas devo admitir que faz aqui um dos melhores trabalhos de sua carreira. Talvez o melhor. Quando o filme parte para as cenas “live action” propriamente ditas, o que se vê é uma reconstituição de época de encher os olhos. Os anos 60 explodem na tela com todas as suas cores, cortes de cabelo, vestuário, objetos de cena... ingenuidade. O próprio Spielberg declarou que a história de Prenda-me Se For Capaz só é aceitável nos anos 60, quando a América ainda vivia sua era de total ingenuidade, pré-guerra do Vietnã.

    Ah, sim, a história. Tudo gira em torno de Frank Abagnale Jr. (Leonardo Di Caprio), um rapaz de 16 anos que sofre uma profunda decepção familiar e, de uma hora para outra, se vê obrigado a se virar sozinho na vida. Ele rapidamente percebe seu fortíssimo talento para criar golpes e iludir pessoas. Com muita criatividade, uma bela estampa e um sorriso cativante, Frank consegue se fazer passar por piloto de avião, médico, promotor de justiça, e ainda descontar milhões de dólares em cheques por ele próprio falsificados. Seu pai (Christopher Walken, ótimo) é o contraponto patético da trama, personificando o sonho americano transformado em pesadelo. E o investigador Hanratty (Tom Hanks, praticamente recriando uma mistura dos personagens Friday e Streeback, da antiga comédia policial Dragnet) é o inevitável “representante da lei”, figura obsessiva do cinema americano (alguém já viu algum filme americano sem policial?).

    Por si só, a trama já seria suficientemente inteligente e divertida, mas ainda há um detalhe importante: guardadas as devidas proporções hollywoodianas, o que o filme conta é real. Frank Abagnale Jr. existiu na realidade. O melhor, ainda existe, faz uma pontinha como um policial francês, mas é melhor ver o filme sem conhecer de antemão o seu paradeiro.

    Tudo isso faz de Prenda-me Se For Capaz um filme delicioso de ser visto, daqueles que faz as pessoas saírem do cinema livres, leves e soltas... ou, então, com uma baita vontade de aplicar alguns golpes milionários.

    19 de fevereiro de 2003.
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

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