PROCURANDO ELLY

PROCURANDO ELLY

(Darbareye Elly)

2009 , 119 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia: 01/01/2010

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Asghar Farhadi

    Equipe técnica

    Roteiro: Asghar Farhadi

    Produção: Mohammad Sadegh Azin

    Estúdio: Dreamlab

    Distribuidora: Imovision

    Elenco

    Ahmad Mehranfar, Golshifteh Farahani, Mani Haghighi, Merila Zarei, Peyman Moadi, Rana Azadivar, Sabe Abar, Shahab Hosseini, Taraneh Alidousti

  • Crítica

    23/12/2009 17h41

    O drama iraniano, Procurando Elly, começa como uma deliciosa viagem de férias: leve, descontraído e cheio de entusiasmo. O grupo de amigos sai de Teerã para passar um fim de semana numa casa na praia, junto com os casais vão dois solteiros, não por coincidência uma mulher, Elly (Taraneh Alidoosti), professora da filha de Sepideh (Golshifteh Farahani), e um homem, Ahmad (Shahab Hosseini), um recém-divorciado que mora na Alemanha e está visitando amigos no Irã.

    Uma pequena confusão com a casa alugada não estraga a festa e, logo, todos estão limpando e dançando no lugar onde passarão três dias. Os amigos de Ahmad armam todo tipo de situação para que os dois possam se conhecer melhor, mas Elly muito tímida, se esquiva. Sem nenhuma explicação insiste que precisa ir embora, Sepideh insiste, não deixa, esconde sua mala.

    O filme está lá pelos 20 minutos, mas na verdade, começa agora. Com a trivialidade de brincadeiras de crianças à beira da praia, Asghar Farhadi, diretor e roteirista do longa-metragem, nos apresenta uma virada de 360º na trama.

    Duas mulheres vão ao mercado, outra que deveria olhar as crianças, vai arrumar a casa e pedi para Elly não perdê-los de vista, um menino se diverte no mar, uma menina tentando empinar pipa e pede ajuda à Elly. Numa bela sequência, a felicidade plena e inocente de uma criança. A pipa bem alta no céu ao som de risadas. E de repente, o menino está se afogando. Passada a correria e o resgate, onde está Elly?

    O desespero é o primeiro sentimento a tomar conta de todos e, com ele, a narrativa torna-se cada vez mais frenética. Voltam ao mar, será que Elly tentou salvar o menino e se afogou? Ninguém sabe, ninguém viu.

    Em tom cada vez mais tenso e confuso, aos poucos, conhecemos mais sobre a figura misteriosa de Elly e uma trama de pequenas mentiras, desinformações que acabam numa desesperadora bola de neve. Os amigos passam a se agredir verbalmente, num espiral sufocante de investigações e acusações que levam à nada.

    Calma! No final, tudo será descoberto, para o bem e para o mal. Mas até o final são quase duas horas e, lá pelos 30 minutos finais fica um pouco cansativo, por causa das repetições.

    O mais interessante de Procurando Elly é entender como os conflitos éticos e da cultura iraniana se desencadeiam diante dos fatos. Alguns deles são muito simples e não teriam a mesma repercussão no mundo ocidental, mas como nos mostram os personagens do filme, mudam tudo e tão importante quanto o que se diz é o que se deixa de contar.

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