Profissão de Risco

PROFISSÃO DE RISCO

(The Bag Man)

2014 , 108 MIN.

14 anos

Gênero: Ação

Estréia: 24/04/2014

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  • Ficha técnica

    Direção

    • David Grovic

    Equipe técnica

    Roteiro: David Grovic, Paul Conway

    Produção: Peter D. Graves, Warren Ostergard

    Fotografia: Steve Mason

    Trilha Sonora: Edward Rogers, Tony Morales

    Estúdio: Cinedigm, Red Granite Pictures, TinRes Entertainment

    Montador: Devin Maurer, Michael R. Miller

    Distribuidora: Califórnia Filmes

    Elenco

    Chazz Menendez, Crispin Glover, David Shumbris, Dominic Purcell, John Cusack, Martin Klebba, Rebecca Da Costa, Robert De Niro, Sticky Fingaz

  • Crítica

    23/04/2014 16h12

    Por Daniel Reininger

    Estrelado por John Cusack, Robert De Niro e a brasileira Rebecca da Costa, Profissão de Risco é a tentativa do novato diretor David Grovic de realizar um noir. O problema é que o cineasta exagera na comédia e é incapaz de manter o clima sombrio durante todo o tempo. Embora possua tensão, paranoia e diálogos interessantes, a produção é atrapalhada por personagens caricatos e final piegas.

    Jack (Cusack) é um pistoleiro contratado pelo mafioso Dragna (De Niro) para recuperar uma mala e, em seguida, encontrá-lo num motel no meio do nada para finalizar a transação. O criminoso deixa claro a importância de ninguém olhar o conteúdo da bolsa desde o início e é óbvio que as coisas dão errado. Primeiro, um assassino tenta pegar a mala, depois, pessoas suspeitas começam a tumultuar a noite. Tudo se complica quando a stripper Rivka (Rebecca) pede ajuda.

    O jogo de luz e sombra ajuda no clima, mas os estranhos que cruzam com o protagonista ao longo da noite estragam a atmosfera densa. A dupla de traficantes estereotipados, um anão e um brutamontes, que persegue a garota em questão, e um grupo de policiais atrapalhados que investigam um assassinato, são os maiores problemas. Os atores não levam os papeis a sério e, além de atuarem sem intensidade, entregam logo de cara as verdadeiras intenções de seus personagens.

    Para compensar, certos momentos funcionam muito bem, como os diálogos entre Jack e o bizarro gerente do motel. Cusack está bem e lembra bastante seu personagem em Matador Em Conflito; ainda é capaz de surpreender com atitudes inesperadas de um homem levado ao limite da sanidade por estranhos eventos. O ator proporciona alguma profundidade ao personagem nas poucas cenas em que tem espaço para falar sobre seu passado.

    Ajuda o fato de Cusack e Rebecca terem boa química na tela, apesar de seus personagens não terem motivos claros para sentirem-se atraídos um pelo outro. A relação cresce a cada obstáculo vencido e, apesar da correria constante, a decisão dos dois de se ajudarem é credível. Entretanto, o espectador na dúvida sobre quem vai trair quem a longo prazo. É este tipo de ambiguidade que funciona neste estilo de narrativa.

    O final enterra de vez a produção, com mudanças radicais até na fotografia. As explicações verborrágicas do vilão e flashbacks para mostrar o que de fato estava acontecendo não acrescentam nada ao espectador. Quando o conteúdo da bolsa é revelado, mais decepção, não só pelo objeto ali colocado, mas também porque ninguém mais estava curioso com esse aspecto a essas alturas. Seria melhor deixar a dúvida no ar e encerrar o longa bem antes.

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