PROMESSAS DE GUERRA

PROMESSAS DE GUERRA

(The Water Diviner)

2014 , 111 MIN.

12 anos

Gênero: Drama

Estréia: 28/05/2015

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Russell Crowe

    Equipe técnica

    Roteiro: Andrew Anastasios, Andrew Knight

    Produção: Andrew Mason, Keith Rodger, Troy Lum

    Fotografia: Andrew Lesnie

    Trilha Sonora: David Hirschfelder

    Estúdio: Fear of God Films, Hopscotch Features, RatPac Entertainment, Seven Group Holdings, Seven West Media

    Montador: Matt Villa

    Distribuidora: Paris Filmes

    Elenco

    Aidan Liam Smith, Canan Erguder, Cem Yilmaz, Christopher Sommers, Damon Herriman, Dan Wyllie, Deniz Akdeniz, Dylan Georgiades, Isabel Lucas, Jacqueline McKenzie, Jai Courtney, James Fraser, Megan Gale, Mert Firat, Michael Dorman, Olga Kurylenko, Robert Mammone, Russell Crowe, Ryan Corr, Salih Kalyon, Steve Bastoni, Yilmaz Erdogan

  • Crítica

    27/05/2015 15h55

    É indiscutível que a carreira de Russell Crowe como ator é esplêndida. Com um Oscar na bagagem, ele deixou sua marca em grandes produções cinematográficas, como Gladiador, Uma Mente Brilhante e O Homem De Aço. Agora, Crowe entra para o seleto grupo de atores que viraram diretores (como Clint Eastwood e Ben Affleck) ao dirigir o drama de guerra Promessas De Guerra.

    E pode-se dizer que a estreia de Crowe na direção foi em grande estilo. Mesmo não sendo perfeita, é possívem afirmar que o novo cineasta mandou bem de maneira geral, principalmente por conseguir contextualizar um triste cenário pós Primeira Guerra Mundial, em que muitas famílias tiveram seus filhos mortos e desaparecidos em combates.

    Logo na primeira cena, Crowe convida o espectador a entrar na atmostera de um dos maiores conflitos do mundo ao mostrar o terror que foi a Batalha de Gallípoli, na Turquia, onde forças australianas, britânicas, francesas e neozelandesas tentaram invadir o território turco para capturar o estreito de Dardanelos. Vale ressaltar que esse triste episódio completa 100 anos em 2015.

    Mas quem acha que esse é mais um daqueles filmes de batalhas sangrentas está enganado. É óbvio que vemos tiros e mortes (algumas até chocantes, por sinal), mas esse não é o foco da história, que usa esse cenário tenebroso para ilustrar o drama verídico de Joshua Connor (Crowe), um fazendeiro australiano que perdeu seus três filhos em Gallipoli e quer encontrar seus corpos para enterrá-los em casa.

    A trama se passa quatro anos após o fim da guerra. Depois de não ter notícias dos filhos e perder a esposa, Joshua decide embarcar para a Turquia e descobrir o paradeiro dos corpos dos filhos. Totalmente sem informação, ele acaba se hospedando na cidade de Istambul, em um hotel onde trabalha Ayshe (Olga Kurylenko) e o garotinho Orhan (Dylan Georgiades), que, mais tarde, o acabam ajudando em sua busca.

    No meio de um cenário em que turcos e britânicos tentam se reconciliar, Joshua busca ajuda de todos os lados para chegar até o local onde Art (Ryan Corr), Henry (Ben O'Toole) e Edward (James Fraser) foram mortos em combate. Para isso, ele também terá a contribuição do Coronel Hughes (Jai Courtney) e do Major Hazan (Yilmaz Erdogan).

    Apesar de o filme ser bem conduzido no começo, ele perde um pouco do seu ritmo dinâmico, principalmente na parte final, o que escancara falhas graves no roteiro de Andrew Knight e Andrew Anastasios. O desfecho da história, por exemplo, deixa questões importantes em aberto, o que faz o espectador sair do cinema com várias questões. Isso não tira totalmente a diversão, mas prejudica uma base que foi bem construída ao longo da trama.

    Para compensar, Crowe demonstra segurança ao se preocupar em mostrar os males que uma guerra pode trazer para uma nação. E isso é ótimo para a trama, pois permite que tenhamos um olhar mais profundo sobre o tema central, que é bem interessante. Com belas tomadas, Crowe retrata os resquícios da destruição de lindas paisagens turcas.

    Promessas de Guerra, além de nos ensinar um pouco sobre o que aconteceu depois da Primeira Guerra Mundial, se destaca por manter uma posição neutra e deixa o espectador tirar suas próprias conclusões sobre o que aconteceu realmente. Além disso, o filme presta uma bela homenagem aos mais de 100 mil mortos durante todo um conflito que choca até hoje quando é mencionado.

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