PROPRIEDADE PRIVADA

PROPRIEDADE PRIVADA

(Nue Propriété)

2006 , 105 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia: 05/10/2007

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Joachim Lafosse

    Equipe técnica

    Roteiro: François Pirot, Joachim Lafosse

    Produção: Joseph Rouschop

    Fotografia: Hichame Alaouie

    Elenco

    Dirk Tuypens, Isabelle Huppert, Jérémie Renier, Kris Cuppens, Patrick Descamps, Raphaëlle Lubansu, Sabine Riche, Yannick Renier

  • Crítica

    05/10/2007 00h00

    Propriedade Privada é um trabalho realizado na esteira do estilo marcante de um Claude Chabrol ou um Eric Rohmer. Daquela tradição "nouvelle-vaguista" que propõe uma certa crueza naturalista, sem "firulas" cinematográficas. De qualquer maneira, o filme oferece um papel perfeito para mais uma ótima atuação de Isabelle Huppert, a mesma atriz de A Professora de Piano.

    Ela interpreta Pascale, mulher de meia-idade, separada, que vive numa charmosa propriedade rural em companhia de seus dois filhos, François (Yannick Renier) e Thierry (Jeremy Renier, ator principal de A Criança), ambos irmãos também na vida real. Pascale se encontra numa encruzilhada em sua vida: independente, ela é tentada pela possibilidade de vender a casa e construir uma pequena pousada turística em sociedade com seu namorado. Porém, insegura emocionalmente, ela não tem coragem de cortar o cordão umbilical que ainda a une aos filhos, adultos na idade, mas irresponsáveis e imaturos na realidade. Os rapazes passam a vida jogando videogame, namorando e andando de moto como se ainda fossem adolescentes e têm na bela casa da mãe a certeza de uma herança futura. Pascale tenta fugir das pressões e adiar uma decisão inadiável, gerando imobilidade e incerteza que poderão trazer sérias conseqüências para todos os envolvidos.

    Intimista e silencioso (quase não há trilha sonora), Propriedade Privada é um retrato cru e cruel da desagregação familiar. A direção minimalista de Joachim Lafosse tem efeito hipnótico, envolvendo lentamente o espectador até jogá-lo diretamente no cerne do conflito entre mãe e filhos. Os fãs do "cinema-espetáculo" podem até estranhar esta suposta "frieza" de narrativa, mas os apreciadores dos trabalhos artísticos certamente aplaudirão este despojamento estético, que prefere valorizar os sentimentos e os relacionamentos humanos.

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