PULSE

PULSE

(Pulse)

2006 , 90 MIN.

14 anos

Gênero: Suspense

Estréia: 01/12/2006

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Jim Sonzero

    Equipe técnica

    Roteiro: Ray Wright, Tim Day, Vince Gilligan, Wes Craven

    Produção: Joel Soisson, Michael Leahy

    Fotografia: Mark Plummer

    Trilha Sonora: Elia Cmiral

    Elenco

    Amanda Tepe, Christina Milian, Ian Somerhalder, Jonathan Tucker, Kristen Bell, Rick Gonzalez, Riki Lindhome, Samm Levine, Tate Hanyok

  • Crítica

    01/12/2006 00h00

    É inegável a influência do cinema de horror oriental nas produções norte-americanas do gênero. Como em Hollywood quase tudo se copia, não é estranho vermos várias produções norte-americanas baseadas em produções orientais. Alguns são capazes de criar um estilo próprio, como O Chamado. Outros não fazem mais do que reciclar o que já foi feito, como é o caso de Pulse.

    Baseado no terror japonês Kairo (2001), de Kiyoshi Kurosawa, trata-se de uma leitura moderna do apocalipse. Se nos filmes de zumbis o apocalipse vem por meio de radiação, mutações genéticas ou mordidas, aqui são os fantasmas que trazem o caos, espalhado por meio da rede telefônica - que chega em computadores conectados à Internet ou pelos celulares. O mote é bom e é explorado até o talo pelo diretor Jim Sonzero que, em seu segundo longa-metragem, substitui Wes Craven (Hora do Pesadelo) na condução deste projeto.

    Pulse mostra o drama vivido por Mattie (Kristen Bell), uma estudante de psicologia que começa a ter problemas quando testemunha o suicídio do namorado, Josh (Jonathan Tucker). Logo ela descobre que o rapaz estava envolvido em algo muito maior e incontrolável. Rapidamente, um vírus de computador causa um verdadeiro surto de suicídio entre os jovens de sua cidade. Isso quando eles não viram pó (literalmente). A protagonista ganha a ajuda de Dexter (Ian Somerhalder, o Boone do seriado Lost), que comprou o computador de Josh após sua morte sem desconfiar que lá havia um verdadeiro detonador do, para tentar acabar com esse vírus.

    Pulse é interessante visualmente, mas não é mais do que cópia de filmes orientais. A direção, a fotografia escura e esverdeada, o roteiro, os efeitos visuais (incluindo a estética dos fantasmas) e a montagem são copiados de filmes orientais, como os dirigidos pelos irmãos Pang (The Eye: A Herança). Pulse traz algumas soluções visuais que soam como novidade dentro do cinema de horror norte-americano, mas não é bem assim. Se você não conhece os filmes de terror feitos no Oriente, talvez se surpreenda. Pode até achar tudo muito interessante, o que não deixa de ser verdade, mas é preciso deixar claro que o longa-metragem não traz nada de novo. Os efeitos visuais, interessantes no início, tornam-se repetitivos na medida em que o filme avança, dando uma ponta de sono no espectador. Além disso, Sonzero não consegue criar um clima de suspense que prenda o espectador, usando como muleta a montagem, a fotografia sombria e a trilha sonora para assustar. Outra influência clara em Pulse são os filmes de zumbis, tanto na ambientação apocalíptica quanto na resolução do roteiro, bem como na construção dos vilões. Os vilões da produção têm a aparência dos fantasmas dos filmes orientais (brancos com olheiras) e movimentam-se como os zumbis de George A. Romero.

    Com um elenco jovem, ancorado por uma atriz quase desconhecida no cinema (mas que não compromete), Pulse encontra nos adolescentes que não conhecem o cinema oriental um bom público e, quem sabe, pode fazer com que eles se interessem pelas produções que tanto inspiraram este filme. Em tempos de filmes de terror que vivem repetindo fórmulas já consagradas, o cinema de horror oriental está em moda e Pulse aproveita o quanto pode essa cinematografia.

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