QUALQUER GATO VIRA-LATA

QUALQUER GATO VIRA-LATA

(Qualquer Gato Vira-lata)

2010 , 98 MIN.

14 anos

Gênero: Comédia

Estréia: 10/06/2011

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Tomas Portella

    Equipe técnica

    Roteiro: Cláudia Levay, Daniela de Carlo, Juca de Oliveira, Júlia Spadaccini

    Produção: LG Tubaldini Jr, Pedro Carlos Rovai

    Fotografia: André Modugno

    Trilha Sonora: Pedro Bromfman

    Estúdio: Buena Vista International, Filmland International, Tietê Produções Cinematográficas

    Distribuidora: Downtown Filmes

    Elenco

    Álamo Facó, Bruna Savaget, Cléo Pires, Dudu Azevedo, Gillray Coutinho, Jean Pierre Noher, Kiko Mascarenhas, Leticia Novaes, Malvino Salvador, Rita Guedes, Tatsu Carvalho, Verônica Debom

  • Crítica

    09/06/2011 14h18

    Se existe gênero de filme que segue receita, este é o das comédias românticas. Receita simples, diga-se. O ingrediente principal, lógico, é um belo casal. Eles vão ficar juntos no final, todos sabemos. O que interessa, no entanto, é vê-los passar todos os tipos de contratempos e desventuras ao longo da projeção. Quais conflitos acrescentar à receita? Estes ficam a gosto do roteirista. Pode ser uma terceira pessoa a disputar o amor de um deles, sogra ou sogro vilão, diferenças sociais. Não importa. Desde que transforme a vida dos apaixonados num inferno está valendo. Por último, pitadas de humor. Podem estar distribuídas no elenco de apoio ou concentrado em algum personagem amalucado de manias esdrúxulas, tanto faz. Junte tudo e...voilá! Tem-se uma típica comédia romântica. O que poderia dar errado então? Analisando-se Qualquer Gato Vira-Lata, do estreante Tomás Portella, tem-se boa parte das respostas.

    Uma das principais falhas do filme se vislumbra logo em seu começo. As tentativas de fazer humor são capengas, forçadas e pueris. Situações insólitas e diálogos improváveis são comuns em comédias românticas. Trabalhá-las de forma a parecerem críveis dentro do universo da trama é condição sine qua non para fazer o espectador “entrar no filme”. É preciso dosar os ingredientes, contrapor o inverossímil com o real. Em Qualquer Gato Vira-Lata isso não acontece. Tudo parece fake demais, incluindo a atuação de Cléo Pires, nitidamente sem timing para humor.

    Sua personagem, a Tati, é abandonada pelo namorado bon vivant e inconsequente (Dudu Azevedo, de Podecrer) logo no início da história. É quando conhece, por acaso, o professor Conrado (Malvino Salvador), que defende uma tese polêmica sobre as conquistas amorosas dos humanos e as leis da biologia. Tati tem então a ideia de aplicar as teorias do professor para reconquistar seu amor. Como manda a cartilha das comédias românticas, no processo de aprendizado os dois vão se apaixonar.

    O argumento poderia ter dado origem a um roteiro interessante, mas Claudia Levay e Júlia Spadaccini - responsáveis por adaptar a peça homônima de Juca de Oliveira para as telas – se perderam no processo. Tudo é caricatural demais, exagerado demais. Algumas sequências chegam a causar vergonha alheia, como a da empregada que se embriaga com restos de bebidas de uma festa e - a mais surreal de todas - que envolve um ponto eletrônico engolido por um dos personagens.

    O filme chega às telas no fim de semana do Dia dos Namorados, data providencial para o lançamento de comédias românticas. Se sua namorada chora ao ver novelas mexicanas e ri de qualquer piada sem graça, compre o ingresso sem medo. Se ela tiver conteúdo e senso crítico, não se arrisque a perdê-la. Se for mulher, jamais faça uma desfeita dessas com ele.

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