QUARENTENA

QUARENTENA

(Quarantine)

2008 , 89 MIN.

Gênero: Terror

Estréia: 16/01/2009

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  • Ficha técnica

    Direção

    • John Erick Dowdle

    Equipe técnica

    Roteiro: Drew Dowdle, John Erick Dowdle

    Produção: Carlos Fernández, Clint Culpepper, Doug Davison, Julio Fernández, Roy Lee, Sergio Aguero

    Fotografia: Ken Seng

    Estúdio: Screen Gems

    Elenco

    Columbus Short, Jay Hernandez, Jennifer Carpenter, Johnathon Schaech, Marin Hinkle, Rade Serbedzija

  • Crítica

    16/01/2009 00h00

    Refilmagens em Hollywood são mais do que triviais: deixaram de ser novidade. Novo é quando um remake é capaz de ser tão bom quanto a obra original, respeitando suas qualidades e conseguindo transportar de forma eficaz a história à realidade norte-americana. É o que temos em Quarentena, versão do terror espanhol [REC], recentemente lançado nos cinemas brasileiros.

    Angela Vidal (Jennifer Carpenter, nada a ver com o John Carpenter, mestre do terror) é uma repórter de TV que, juntamente com seu cameraman Scott (Steve Harris), passa uma noite acompanhando o plantão numa unidade do corpo de bombeiros em Los Angeles. O que ela esperava era alguma chamada para dar um tempero excitante à sua reportagem e é isso que ela consegue quando os bombeiros são acionados a um prédio antigo, onde uma senhora tem um ataque. A chamada aparentemente rotineira leva dois bombeiros, a equipe de TV e os moradores do edifício à pior noite de suas vidas. Sem a menor explicação, eles são isolados no prédio antigo - assustador por si próprio -, postos em quarentena (o que explica o título) e encontrando situações aterrorizantes no local.

    Quem assistiu a [REC], sabe mais ou menos o que esperar. O que não estraga as surpresas e sustos de Quarentena, pelo contrário. Os produtores desta versão americana foram bastante respeitosos nesta adaptação, reproduzindo fielmente o prédio do terror original, o que é bastante importante para manter o clima e o desenrolar dos acontecimentos previstos pelo roteiro. Além disso, algumas cenas e detalhes foram adicionados a esta nova versão, dando um novo frescor à história.

    A ausência da trilha sonora faz com que o clima de terror ganhe amplitude; tudo é realmente mostrado como se fosse um produto bruto das filmagens feitas pelo cinegrafista da história - recurso não tão novo, já vistos em filmes como A Bruxa de Blair e Cloverfield - Monstro, mas eficaz. Não há prós-produção, apenas o terror resultante da maquiagem e do desenvolvimento da trama em si. As atuações ajudam a dar um toque assustador de realidade ao que vemos na tela. Alguns novos sustos e temperos a mais nesta refilmagem e está pronto mais uma obra absolutamente necessária a qualquer fã do gênero, tão necessária quanto o próprio [REC].

    E o público também aprovou a refilmagem: tendo custado US$ 12 milhões - valor modesto em se tratando dos padrões hollywoodianos -, Quarentena já rendeu quase US$ 40 milhões mundialmente.

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