QUARTETO FANTÁSTICO

QUARTETO FANTÁSTICO

(Fantastic Four)

2005 , 107 MIN.

12 anos

Gênero: Aventura

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Tim Story

    Equipe técnica

    Roteiro: Simon Kinberg

    Produção: Avi Arad, Bernd Eichinger, Chris Columbus, Michael Barnathan, Ralph Winter

    Fotografia: Oliver Wood

    Trilha Sonora: John Ottman

    Estúdio: Marvel Enterprises, Universal Pictures

    Elenco

    Chris Evans, Hamish Linklater, Ioan Gruffudd, Jessica Alba, Julian McMahon, Kerry Washington, Laurie Holden, Maria Menounos, Michael Chiklis, Stan Lee

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Stan Lee é um dos criadores de HQs mais bem-sucedidos no mundo do cinema. Nessa moda de adaptar notórias histórias em quadrinhos para as telas, Lee é quem ganha maior destaque: depois de X-Men, Homem-Aranha, Demolidor, Elektra, Hulk e O Justiceiro, a próxima criação de Lee a ganhar as telas é Quarteto Fantástico. A trupe, considerada a primeira "família" de super-heróis da Marvel, foi criada por Stan Lee e Jack Kirby em 1961.

    O espetáculo de efeitos especiais de Quarteto Fantástico mostra o nascimento da turma de heróis. O filme começa mostrando o cientista genial - porém loser - Reed Richards (Ioan Gruffudd) em uma reunião, ao lado do amigo Ben Grimm (Michael Chiklis), com o vaidoso e multimilionário Victor Von Doom (Julian McMahon). Dono de um verdadeiro império que leva seu sobrenome no logotipo, Victor é o típico "vilão chato" e desde os primeiros minutos você já sabe que boa pessoa ele não é. Reed apresenta a ele um projeto para aperfeiçoar a medicina por meio de pesquisas no espaço. Mais precisamente relacionadas à passagem de uma nuvem solar pela órbita de uma estação espacial das empresas Von Doom. Enquanto o cientista quer salvar vidas, Victor que duplicar seu império. Por isso, aceita a proposta arriscada de Reed e embarca na missão espacial ao lado de sua namorada e pesquisadora na área de genética, a bela Sue Storm (Jessica Alba). Por sua vez, a única tripulante do sexo feminino recruta seu irmão, o farrista Johnny (Chris Evans), para pilotar a nave. Está completo o time cujo destino será completamente definido nessa viagem.

    Por causa de um erro de cálculo, a tal da nuvem radioativa entra em contato com os tripulantes da nave, provocando uma forte mutação no DNA de cada um deles. Reed Richards passa a ser capaz de esticar seu corpo como borracha; Sue Storm ganha o poder de invisibilidade e a capacidade de criar campos de força; Johnny torna-se o Tocha Humana. Todos parecem conseguir de "desligar" seus novos superpoderes, exceto Victor e Ben. O vilão passa a ter seu corpo composto de um metal mais forte que o titânio, capaz de concentrar e disseminar energia elétrica, enquanto que o veterano piloto ganha um corpo com o dobro do tamanho normal e completamente composto de pedra. Quando se tornam heróis em um acidente provocado pelo próprio Ben, ele, Sue, Reed e Johnny são apelidados pela mídia (ah, sempre esses jornalistas...) de Quarteto Fantástico. Já Victor tenta lidar com a falência iminente após o desastre espacial enquanto descobre seus novos superpoderes.

    O Quarteto é obrigado a se tornar uma família ao mudar-se para o apartamento/ laboratório do líder, que tenta reverter os efeitos do acidente. É quando percebemos como todos são tão diferentes, mas de forma complementar. Além do aumento da tensão sexual entre Sue e Reed (ex-namorados, por sinal), acontece um clima de tensão entre Johnny e Ben - evidente desde o princípio. Johnny é engraçadinho, mulherengo e está adorando o fato de ser o mais quente do mundo, literalmente. Por isso, não está nem um pouco interessado em se esconder da mídia, muito pelo contrário. E é o próprio irmão de Sue que dá nome, em cadeia nacional, aos seus novos companheiros de mutação: a irmã torna-se Mulher Invisível; Reed é o Dr. Fantástico; Ben é a Coisa e Johnny é o Homem Tocha.

    Ben, por sua vez, é uma espécie de Frankenstein: apesar de ser bonzinho, não consegue ser visto como tal. Todos olham para o grandão com terror no olhar, inclusive Debbie (Laurie Holden), aquela que ele achava ser a mulher de sua vida. Exatamente por formarem essa dinâmica oposta, Johnny e Ben são responsáveis pelas situações mais engraçadas.

    Comédia, inclusive, é algo que permeia toda a película, dialogando com tantos raios e chamas, cortesia dos efeitos especiais muito bem trabalhados. Johnny e Ben são os personagens mais carismáticos, enquanto essa tensão entre Reed e Sue chega a ser cansativa. Outro personagem que não tem muita graça é Victor. O espectador não se sente sensibilizado pelo vilão em nenhum momento. Afinal, tem coisa mais divertida do que se identificar com o vilão? Para mim, os melhores deles são os que têm seus momentos de carisma, nos quais o espectador sente vontade de torcer para ele - como o tradicional Darth Vader de Star Wars. Victor é chato, vaidoso e egoísta, representando uma solução fácil na construção do personagem.

    Usando atores relativamente desconhecidos, o diretor Tim Story (Táxi) é capaz de conduzir uma trama dinâmica permeada por muitos efeitos especiais e algumas piadinhas espertas. O roteiro não é profundo, nem se propõe a ser, e é exatamente por isso que Quarteto Fantástico funciona tão bem. Trata-se de pouco mais de uma hora e meia de diversão descompromissada no escurinho do cinema. Para os que procuram isso, está aí uma boa pedida.



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