QUATRO IRMÃOS

QUATRO IRMÃOS

(Four Brothers)

2005 , 109 MIN.

16 anos

Gênero: Ação

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • John Singleton

    Equipe técnica

    Roteiro: David Elliot, Paul Lovett

    Produção: Lorenzo di Bonaventura

    Fotografia: Peter Menzies Jr

    Trilha Sonora: David Arnold

    Estúdio: Di Bonaventura Pictures, Paramount Pictures

    Elenco

    Adam Beach, André 3000, Benz Antoine, Chiwetel Ejiofor, Fionnula Flanagan, Garrett Hedlund, Josh Charles, Mark Wahlberg, Timothy E. Brummund, Tyrese Gibson

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Alguns filmes de ação urbanos foram elogiados por explorar o realismo usando a estética da violência a grosso modo, sem perder o foco de qualidade. Foi assim com Jackie Brown (1997), Snatch - Porcos e Diamantes (2000), Dia de Treinamento (2001) e Boys 'N The Hood - Os Donos da Rua (1991), este dirigido por John Singleton, o mesmo que comanda este acima da média Quatro Irmãos, filme que consegue captar o mesmo estilo e referenciais dos outros filmes citados.

    A roteiro de Paul Lovett e David Elliot é levemente baseado em um filme de 1965 chamado Os Filhos de Katie Elder. Ele se assemelha a esta produção quanto à estrutura, já que a construção dos personagens é bem diferente, mais atual. A mudança da ambientação da história para a cinzenta e industrial cidade de Detroit também ajuda a climatizar um filme mais contemporâneo.

    A impressão que Singleton deixa é de querer glamourizar seus personagens, torná-los cults e conquistar a simpatia do espectador. Sendo assim, o "quadrado mágico" dos Mercer é formado por Bobby (Mark Whalberg), Jeremiah (Andre Benjamin), Angel (Tyrese Gibson) e Jack (Garrett Hedlund). Elementos barra-pesada, eles abusam do humor sarcástico, da linguagem de rua e da esperteza para burlar os interrogatórios feitos pelos policiais corruptos da cidade. Visivelmente, não são irmãos legítimos. Todos foram criados por uma bondosa senhora, Evelyn (Fionnula Flanagan), que dava assistência a vários menores problemáticos. Os quatro, na infância, foram os que deram mais trabalho a ela.

    Logo na cena inicial, Evelyn é assassinada impiedosamente em uma loja de conveniência. Eles, então, se reencontram para o enterro daquela que foi a única a ensinar-lhes bons modos e dar um pouco de rumo às suas vidas. Mesmo assim, o sangue esquentado corre pelas veias do insano Bobby, do mulherengo Angel e do roqueiro depressivo Jack, que juram vingança ao saber que o crime pode ter sido planejado. Exceção feita a Jeremiah, que, estabelecido na cidade, prefere não se intrometer muito no pacto nem nas investigações paralelas.

    Quatro Irmãos tem como elenco secundário a gangue que comanda a periferia de Detroit, liderada pelo impiedoso Victor Sweet (Chiwetel Ejioflor). Eles remetem aos bandidos canastrões de black movies (filmes protagonizados e produzidos por negros) da década de 70. As refêrencias de filmes de gueto, com agilidade e humor machista agressivo, e várias doses de clímax, com tiroteios e perseguições, funcionam bem com a habilidade que John Singleton sempre demonstrou. Mark Wahlberg é eficiente e capta o espírito do seu personagem, apresentando uma excelente atuação. Outro que ganha destaque é Benjamin - o André 3000 da dupla de rap Outkast -, mostrando que tem não tem talento só para música. Os diálogos descompromissados são outro ponto positivo de Quatro Irmãos, rendendo alguns momentos divertidos, como Bobby discutindo a arte de ter finesse, enquanto está sentado no vaso sanitário com a porta aberta.

    Em tempo: é aconselhável ficar até os créditos da sessão e acompanhar os flashbacks dos Irmãos Mercer durante o "auge" de suas carreiras.

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