QUE MULHER É ESSA?

QUE MULHER É ESSA?

(One Night at McCool's)

2001 , 93 MIN.

14 anos

Gênero: Comédia

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Harald Zwart

    Equipe técnica

    Roteiro: Stanford Clarke

    Produção: Allison Lyon Segan, Michael Douglas

    Fotografia: Karl Walter Lindenlaub

    Trilha Sonora: Marc Shaiman

    Estúdio: Further Films

    Distribuidora: PlayArte

    Elenco

    John Goodman, Liv Tyler. , Matt Dillon, Michael Douglas, Paul Reiser, Reba McEntire, Richard Jenkins

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Numa única noite, a bela e sensual Jewell (Liv Tyler, de Beleza Roubada) consegue enlouquecer três homens: o barman Randy (Matt Dillon, de Quem Vai Ficar com Mary?), o detetive Dehling (John Goodman, de Os Flintstones) e o advogado Carl (Paul Reiser, do seriado de TV Mad About You). Como uma viúva negra, a sedutora Jewell tece sua teia de amor e morte ao redor dos homens que a cercam e, em poucas horas, todos estarão envolvidos até o pescoço numa trama de crimes, sexo, traições... e muito bom humor.

    Assim é Que Mulher é Essa?, comédia de humor negro produzida por Michael Douglas. Além de fazer um dos papéis-chave do filme, Douglas mostra novamente seu faro em descobrir novos talentos para o cinema: o ótimo roteiro é assinado por Stan Seidel, um estreante, e a direção foi entregue ao novato Harald Zwart, que realiza aqui o seu primeiro longa-metragem norte-americano. Nascido na Holanda, Zwart anteriormente só havia dirigido curtas, clipes, comerciais, um longa europeu para o cinema e outro longa, também europeu, para a TV. Sua estréia norte-americana demonstra talento, ainda que o filme não tenha sido um sucesso bilheteria no Exterior.

    Ao narrar diferentes pontos de vista para um mesmo acontecimento e explorá-los com uma certa violência estilizada, Zwart bebe na fonte de Tarantino, ao mesmo tempo em que consegue manter acesa uma necessária chama de sarcasmo, elemento imprescindível para o humor negro. A trilha sonora de Marc Shaiman (o mesmo do longa-metragem South Park) destila momentos inspirados em antigos “film noir” e ajuda a ressaltar a ironia do roteiro.

    O resultado é um bom entretenimento, um filme despretensiosamente divertido que abre brechas para satirizar o extremo grau de consumismo da sociedade atual. Um consumismo que permite misturar uísque com hóstias consagradas ou até mesmo matar por um bom DVD player.

    23 de julho de 2001
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rede Bandeirantes de Televisão, Canal 21, Band News e Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

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