QUEM É MORTO SEMPRE APARECE

QUEM É MORTO SEMPRE APARECE

(The Big White)

2005 , 105 MIN.

14 anos

Gênero: Comédia

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Mark Mylod

    Equipe técnica

    Roteiro: Collin Friesen

    Produção: Chris Roberts, Christopher Eberts, David Faigenblum

    Fotografia: Mark Mothersbaugh

    Trilha Sonora: Mark Mothersbaugh

    Elenco

    Alison Lohman, Eric Epstein, Erik J. Berg, Holly Hunter, Robin Williams

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Uma série de peripécias com doses de humor negro ao estilo de filmes como os de Wes Anderson (A Vida Marinha com Steve Zissou), ocorrendo na gélida Alasca. Esse é o mote de Quem é Morto Sempre Aparece, filme independente do diretor Mark Mylod, que havia realizado Ali G Indahouse – O Filme (2002) e produções para a TV.

    Apesar das comparações com Fargo – Uma Comédia de Erros (1996), o filme é menos interessante do que aparenta ser. Aqui, Robin Williams é Paul, um agente de viagens e dedicado marido que possui exorbitantes dívidas a serem pagas. Numa última tentativa para eliminá-las, ele decide receber o seguro de vida no valor de US$ 1 milhão de seu irmão Raymond (Woody Harrelson), desaparecido há tempos.

    Para interpelar essa bolada aparece Ted (Giovanni Ribisi), o investigador da seguradora que desconfia das intenções de Paul, argumentando que Raymond não está desaparecido tempo suficiente para que o pagamento da apólice aconteça. A Ted a oportunidade vem a calhar: basta solucionar um caso de fraude para que possa sair da cidade com a sua namorada Tiffany (Alison Lohman), uma charlatona que aplica serviços de tele-ajuda.

    Quando Paul, acidentalmente, encontra um corpo dentro do latão de lixo em frente à sua casa, surge a idéia maluca de aproveitá-lo para faturar a apólice e, finalmente, pagar o seguro médico de esposa, a desmiolada e desbocada Margaret (Holly Hunter), uma portadora de síndrome de Taurette (aquela na qual a pessoa manifesta tiques nervosos). Obviamente, tudo não ocorre como planejado. Os assassinos do corpo misterioso, Gary (Tim Blake Nelson) e Jimbo (W. Earl Brown), retornam para recuperá-lo e, não encontrando, seqüestram Margaret até encontrá-lo novamente. Para completar o inferno astral de Paul, seu irmão volta ao saber de sua “morte”.

    Quem É Morto Sempre Aparece deixa aquela sensação de que falta alguma coisa. Além de não possuir um humor direto - o cinismo e o sarcasmo são mais difíceis de serem assimilados pelo público -, o roteiro de Collin Friesen não aproveita bem a condição de seus personagens nem abusa da bizarrice da história. Mylod não acertou o timing dessa transformação, cuja montagem também deixa a desejar.

    Por outro lado, as atuações são boas e eficazes, principalmente em se tratando de Holly Hunter, Giovanni Ribisi e Woody Harrelson. A exceção fica para Robin Williams, que não cativa com seu personagem, fato que pode ser explicado pelo estigma que herdou de seus ótimos papéis anteriores no gênero. Quem É Morto Sempre Aparece é somente mais uma comédia lançada em 2005. Descompromissada, escapa da lista dos piores somente pelo bom elenco de peso e pela trilha sonora esperta.

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