QUERIDO ESTRANHO

QUERIDO ESTRANHO

(Querido Estranho)

2002 , 95 MIN.

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Ricardo Pinto e Silva

    Equipe técnica

    Roteiro: José Carvalho

    Produção: Cristina Prochaska, Ricardo Pinto e Silva

    Fotografia: Luís Abramo

    Trilha Sonora: Celso Fonseca

    Estúdio: Globo Filmes

    Elenco

    Ana Beatriz Nogueira, Claudia Netto, Daniel Filho, Emílio de Mello, Mario Schoemberger, Suely Franco, Tereza Seiblitz, Tonico Pereira

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Demorou, mas finalmente chega aos nossos cinemas Querido Estranho, filme do diretor Ricardo Pinto e Silva (que não dirigia longas desde 1992, ano que fez Sua Excelência, o Candidato) que já estava pronto desde 2002, quando foi exibido no Festival de Gramado.

    Baseado na peça Intensa Magia, de Maria Adelaide do Amaral, o filme não esconde sua origem teatral, ao dar pleno destaque aos diálogos e ambientar a ação toda dentro de um único cenário. Mas mesmo assim é um intenso exercício de força cinematográfica, conseguindo alinhavar com precisão excelentes atores a diálogos preciosos.

    Rodado em 24 dias, Querido Estranho marca o retorno de Daniel Filho ao cinema como ator. Sua última participação havia sido em "Tieta do Agreste', de 1996. Uma volta, aliás, triunfal. Daniel está soberbo no papel de Alberto, um pai de família amargurado que escolhe justamente a data de seu aniversário para exorcizar todas as suas frustrações e infelicidades acumuladas ao longo das últimas décadas. Em tom de comédia dramática (mais para o drama que para o riso), o filme tem início com os preparativos para o aniversário do patriarca. Roma (Suely Franco), sua mulher, arruma os últimos detalhes sob tensão, pois a experiência mostra que as reuniões de família estão sempre sujeitas às reações tempestuosas de Alberto, conhecido pela sua incrível capacidade de destilar venenosamente a sua visão sarcástica do mundo. Doa a quem doer. Aos poucos, os filhos Teresa (Ana Beatriz Nogueira), Betinho (Emílio de Mello) e Zezé (Claudia Netto) começam a surgir na trama. Cada nova aparição é uma tensão a mais, uma dor escancarada, uma mágoa revelada. Uma espécie de "Festa de Família" (de Thomas Vinterberg) à brasileira, cru, cruel, doloroso, incômodo, sacana. Sem o marketing do Dogma, e com o talento de um elenco afiadíssimo.

    Querido Estranho marca a primeira obra de Maria Adelaide Amaral adaptada para o cinema. A autora é mais conhecida pelos seus textos adaptados para TV, como Um Só Coração, Os Maias, A Muralha e A Casa das Sete Mulheres. Não deixe de ver.

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