QUERÔ

QUERÔ

(Querô)

2006 , 90 MIN.

16 anos

Gênero: Drama

Estréia: 14/09/2007

página inicial do filme
  • Ficha técnica

    Direção

    • Carlos Cortez

    Equipe técnica

    Roteiro: Bráulio Mantovani, Carlos Cortez, Luiz Bolognesim

    Produção: Caio Gullane, Débora Ivanov, Fabiano Gullane

    Fotografia: Hélcio Alemão Nagamine

    Trilha Sonora: André Abujamra

    Estúdio: Gullane Filmes

    Elenco

    Ailton Graça, Ângela Leal, Cláudia Juliana, Giulio Lopes, Maria Luísa Mendonça, Maxwell Nascimento, Milhem Cortaz, Silvia Lourenço

  • Crítica

    14/09/2007 00h00

    Após ser premiado em alguns dos principais festivais do calendário cinematográfico brasileiro - como de Brasília e Cine Ceará -, Querô finalmente chega no circuito comercial. Baseado na obra Uma Reportagem Maldita (Querô), romance publicado em 1976 e escrito por Plínio Marcos, o filme é a estréia de Carlos Cortez na direção de um longa-metragem.

    Querô conta com intensidade e realismo extremo a história de um garoto (Maxwell Nascimento), filho de uma prostituta (Maria Luísa Mendonça) e órfão desde quando era um bebê. Nas ruas e becos da zona portuária santista, em São Paulo, ele experimenta situações extremas, envolvendo a pobreza e a violência de sua situação miserável. Cortez, formado em psicologia, utiliza seus conhecimentos na área para conseguir não apenas tirar o melhor de seus atores, mas, principalmente, no tratamento da personalidade dúbia do personagem principal, que alterna momentos de ternura e raiva de uma forma muito sutil.

    O grande destaque em Querô está na descoberta do talento dramático do jovem Maxwell Nascimento, que parece carregar no olhar sofrido as cicatrizes acumuladas pelo personagem ao longo de sua complicada trajetória. O filme traz o realismo cru das histórias de Plínio Marcos, ao mesmo tempo em que é capaz de tocar o público pela sensibilidade com a qual esta história é contada.

    Mais do que uma história triste, intensa e violenta, Querô serve como um alerta: há muitos Querôs espalhados pelos becos em diversas cidades do país. E isso, de fato, é mais violento do que a história que vemos na tela.

Deixe seu comentário
comments powered by Disqus