Pôster de Rainhas do crime

RAINHAS DO CRIME

(The Kitchen)

2019 , 102 MIN.

16 anos

Gênero: Ação

Estréia: 08/08/2019

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Andrea Berloff

    Equipe técnica

    Roteiro: Andrea Berloff, Ollie Masters

    Produção: Andrea Berloff, Marcus Viscidi, Michael De Luca

    Fotografia: Maryse Alberti

    Trilha Sonora: Bryce Dessner

    Estúdio: New Line Cinema

    Montador: Christopher Tellefsen

    Distribuidora: Warner Bros.

    Elenco

    Alicia Coppola, Bill Camp, Brian d'Arcy James, Common, Domhnall Gleeson, Elisabeth Moss, Gabriel Rush, James Badge Dale, James Ciccone, Jeremy Bobb, John Sharian, Joseph Russo, Maren Heary, Margo Martindale, Melissa McCarthy, Myk Watford, Rob Yang, Tiffany Haddish, Wayne Duvall

  • Crítica

    07/08/2019 18h24

    Por Daniel Reininger

    Rainhas Do Crime é baseada na série de HQs da Vertigo que acompanha três mulheres que assumem o comando da máfia após seus maridos serem presos. Em sua adaptação para a tela grande, The Kitchen traz Melissa McCarthy, Tiffany Haddish e Elisabeth Moss, atrizes consagradas e com atitude de sobra.

    A roteirista Andrea Berloff (Straight Outta Compton - A História Do N.W.a.) assume o comando dessa história, mas apesar do tema incrível e personagens poderosas, o filme é morno e é costante a falta de peso. É sem dúvida uma história interessante, ótima opção para a temporada de poucas estreias e boa adição ao gênero de drama criminal, mas infelizmente o longa não é capaz de impactar.

    Ambientado no bairro de Hell's Kitchen, Nova York, no ano de 1978, o filme apresenta três esposas de mafiosos que lutam para sobreviver após os maridos serem presos e a máfia não ajudá-las a pagar as contas. Elas logo percebem que podem assumir o comando da máfia irlandesa, provando que são capazes de tudo, desde planejar um crime organizado até tirar toda competição do mapa.

    Assim como a série de TV Good Girls, o filme é movido pela ideia de mulheres saindo de suas vidas comuns e se tornando criminosas e, também aqui, trata essa ideia como se fosse algo muito fora da caixa. O longa tem a vibe do programa de TV, só um pouco mais sombrio, mas nunca encontra o balanço ideal para a história funcionar de forma redonda na telona.

    O longa faz uma reconstrução impressionante de Manhattan de 1978. As ruas cheias de lixo, os vagões de metrô repletos de graffiti, o neon da Times Square. A cidade é dividida em tribos e áreas de influência dos criminosos, mulheres não encontram emprego simplesmente por serem mães e cantadas agressivas na rua são padrão. Além disso, fica claro que Nova York estava à beira da mudança econômica que alterou as coisas na década de 1980 e 90.

    O cenário é perfeito e isso é muito importante num longa desses. A trilha sonora é marcante, porém, é a falta de sentir que aqueles personagens são pessoas reais o fator determinando para o longa não decolar realmente. É um desperdício ver um roteiro tão bom e um elenco desse calibre não ser aproveitado ao máximo. Aliás, em termos de atuação, os atores mandam bem, o que já é esperado para os nomes peso presentes da obra.

    O longa é interessante e inteligente o suficiente para valorizar o poder feminino, sem relacioná-lo apenas ao crime, mas raramente sentimos os sacrifícios feitos por essas mulheres por embarcarem em sua nova vida. Um pouco mais de peso e aprofundamento criaria uma intensa história de crime e punição. Os ingredientes principais estão lá, só falta o ingrediente final, que faria tudo funcionar perfeitamente.

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