RAMBO IV

RAMBO IV

(Rambo)

2008 , 91 MIN.

18 anos

Gênero: Ação

Estréia: 29/02/2008

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Sylvester Stallone

    Equipe técnica

    Roteiro: Art Monterastelli, Sylvester Stallone

    Produção: Avi Lerner, John Thompson, Kevin King Templeton

    Fotografia: Glen MacPherson

    Trilha Sonora: Brian Tyler

    Estúdio: Equity Pictures Medienfonds GmbH & Co. KG IV, Lionsgate, Millennium Films, Nu Image Films, The Weinstein Company

    Elenco

    Aun Lung Su, Aung Aay Noi, Aung Theng, Cameron Pearson, Graham McTavish, Han Pik, Jake La Botz, James With, Julie Benz, Kammul Kawtep, Kasikorn Niyompattana, Ken Howard, Kjam Saen, Mana Sen-Mi, Matthew Marsden, Maung Maung Khin, May Kung, Moan Adisak, Nee Lungjai, Noa "Arunee Prijareonsuk" Jei, Pan Dokngam, Paul Schulze, Pornpop "Tor" Kampusiri, Rapimpa Dibu, Reynaldo Gallegos, Saiwan Lungta, Shaliew 'Lek' Bamrungbun, Somsak Wongsa, Sornram Patchimtasanakarn, Supakorn Kitsuwon, Surachai Muangdee, Sylvester Stallone, Thomas Peterson, Tim Kang, Tip Tiya, Tony Skarberg, Toole Khan Kham, Wasawat Panyarat, Watcharentr Sedtho, Yupin Mu Pae

  • Crítica

    29/02/2008 00h00

    Quem já conhece a série de filmes protagonizada por Sylvester Stallone já sabe o que esperar de Rambo IV. Porém, obviamente, seria impossível fazer um herói igual ao de 20 anos atrás. Afinal, nossa estrela está com 61 anos e até confessou o uso de hormônios durante as filmagens para ganhar massa muscular. Para compensar a idade do astro, uma enxurrada de sangue invade a tela, tornando o filme mais violento do herói - o que não é sinônimo de qualidade. Além de protagonizar, Stallone está à frente da direção, roteiro e produção do longa-metragem.

    O solitário John Rambo (Stallone) parece ter desistido de lutar contra seus conflitos interiores e vive isolado no norte da Tailândia, levando uma vida simples e solitária nas montanhas. Apático e alheio aos problemas que o cercam, como a guerra civil na Birmânia, ele sobrevive pescando e capturando cobras venenosas para venda. Um grupo de missionários fica sabendo sobre as habilidades do herói norte-americano e pede para levá-los pelo rio Salween até os refugiados da tribo Karene, já que o caminho por terra se tornou extremamente perigoso por causa das minas terrestres.

    Rambo reluta em aceitar por não acreditar que alguém possa acabar com uma guerra civil que já dura 60 anos. Mas Sarah (Julie Benz) consegue acender o espírito de justiça que estava adormecido no desiludido herói e finalmente consegue o melhor guia da região. Porém, o grupo é seqüestrado pelo exército birmanês e Rambo é o único capaz de resgatá-los. Para isso, conta com a ajuda de um grupo de mercenários formado por soldados americanos, contratados pelo pastor da igreja dos missionários.

    Como você pode ver, o enredo não é nada complexo, sobrando espaço - aliás, muito espaço - para a matança que imortalizou o personagem de Stallone. Afinal, os filmes podem ser ruins, fracos, sem sentido, com péssimas atuações, mas quem nunca assistiu? Quem nunca soltou alguma frase dita por Rambo? Ou mesmo o imitou de alguma forma, mesmo que fosse amarrando uma faixa vermelha na cabeça quando criança? Pois é esse o efeito que o personagem causa. Muitos falam mal, mas não deixam de conferir as aventuras do herói. Nem que seja na televisão, sem gastar nenhum dinheiro com isso. Rambo IV não é o tipo de filme que entra na lista dos melhores, longe disso, mas é a continuação de um clássico.

    Uma coisa não dá para negar: os efeitos visuais são bem-feitos, fazendo com que o público feche os olhos para cabeças voando, pernas explodindo e corpos dilacerados. Também não podemos tirar o mérito da direção de Stallone. Pois, por mais simples e vazio que o filme seja, não é tão fácil criar seqüências de ação com explosões e tiros para todos os lados sem atropelar as cenas e confundir a cabeça de quem assiste.

    Se você acredita que o velho Rambo merece seu prestígio, é bom se preparar para cenas fortes e cruéis. Não somente por conta de seus brutais ataques ao inimigo, mas pela dura realidade de uma guerra civil, com direito a pedaços de corpos voando o tempo inteiro, inclusive de mulheres e crianças. Lembrando que o banho de sangue, associado a uma situação real, é muitas vezes chocante.

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