REFLEXÕES DE UM LIQUIDIFICADOR

REFLEXÕES DE UM LIQUIDIFICADOR

(Reflexões de um Liquidificador)

2010 , 80 MIN.

Gênero: Comédia

Estréia: 09/08/2010

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  • Ficha técnica

    Direção

    • André Klotzel

    Equipe técnica

    Roteiro: José Antônio de Souza

    Fotografia: Ulrich Burtin

    Trilha Sonora: Mário Manga

    Estúdio: Aurora Filmes, Brasfilmes

    Distribuidora: Bras Filmes

    Elenco

    Ana Lúcia Torre, Aramis Trindade, Germano Haiut, Marcos Cesana, Selton Mello

  • Crítica

    09/08/2010 14h50

    Assim como O Homem que Virou Suco, Reflexões de um Liquidificador já é um daqueles filmes que marcam pelo título. Num mercado cinematográfico que mal tem verba para divulgação e promoção, um bom título, um nome marcante e intrigante já é um belíssimo primeiro passo.

    A boa notícia é que Reflexões de um Liquidificador é muito mais que apenas um bom nome. O roteiro de José Antonio de Souza desenvolve a história de um mero liquidificador que – após passar por um conserto – começa imediatamente a assumir consciência e até a falar. Não pergunte por quê. Esta é a graça da proposta. Neste seu processo de humanização, o eletrodoméstico inicia um processo de cumplicidade com sua dona, Elvira (Ana Lúcia Torre, ótima), uma simples dona de casa igual a milhões de outras. Ou não?

    Elvira está preocupada com o marido Onofre (Germano Haiut), desaparecido há mais de uma semana. Ela, seu liquidificador falante (voz de Selton Mello), a vizinha (Fabiula Nascimento), o carteiro (Marcos Cesana, falecido no último mês de maio) e o impagável investigador de Polícia Fuinha (Aramis Trindade, marcante como sempre) vão tentar resolver o misterioso desaparecimento de Onofre. Ou não.

    A história fantástica, fora do registro realista, contada em tom de humor negro e ambientada num bairro de classe média paulistana faz com que Reflexões de um Liquidificador mantenha pontos em comum com o controverso e premiado Durval Discos. Ambos trabalham o inusitado dentro do universo supostamente pacato e sedimentado do acomodamento social. Ambos mesclam o riso e a estranheza como fatores de desconforto. E ambos são criativos, inteligentes, divertidos e – cada uma à sua maneira – inesquecíveis para o cinéfilo.

    A boa direção de André Klotzel (o mesmo de outro filme saborosamente inesquecível, A Marvada Carne) mistura com sabor e arte todos estes elementos que seriam, num primeiro momento, de difícil digestão, mas que acabam se transformando numa pequena delícia cinematográfica.

    Fora o fato que você nunca maior verá o seu liquidificador da mesma maneira que via antes… Experimente!

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