REGRAS DA ATRAÇÃO

REGRAS DA ATRAÇÃO

(The Rules of Attraction)

2002 , 110 MIN.

18 anos

Gênero: Comédia Dramática

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Roger Avary

    Equipe técnica

    Roteiro: Roger Avary

    Produção: Greg Shapiro

    Fotografia: Robert Brinkmann

    Trilha Sonora: Andy Milburn, Milla Jovovich, Tom Hajdu

    Estúdio: Kingsgate Films

    Elenco

    Ian Somerhalder, James Van Der Beek, Jessica Biel, Kate Bosworth, Shannyn Sossamon

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Nos bastidores dos alojamentos de uma faculdade, um grupo de jovens realiza (ou tenta realizar) a difícil passagem para a vida adulta. Ou, pelo menos, para a vida madura.

    Neste universo, o traficante Sean (James Van Der Beek, do seriado de TV Dawsons´s Creek) é o conquistador do campus, pelo qual todas as meninas se apaixonam. Também conhecido por "galinha". O rapaz, porém, está interessado justamente na garota que não o quer, a bela Lauren (Shannyn Sossamon, a revelação havaiana de Coração de Cavaleiro), que está guardando sua virgindade para o namorado Victor (Kip Pardue). Enquanto isso, Lara (Jessica Biel), colega de quarto de Lauren, não se importa nem um pouco em cair matando em cima de Sean. Outros personagens vão se amarrando à trama, compondo uma rede de transas e amores facilmente feitos e desfeitos.

    Numa análise muito fria, Regras da Atração não é lá muito diferente de American Pie. Sério! Jovens, irresponsabilidades, encanações, sexo, drogas e rock and roll. Mas o filme chega revestido de uma moldura pseudo-pós-moderna conferida pelo seu diretor e roteirista Roger Avary, autor também do badalado (e supervalorizado) roteiro de Pulp Fiction. São recursos gráficos e estilísticos - não exatamente inéditos, é verdade - que dão ao filme uma falsa aura de cinema independente moderninho, mas que não escondem a falta de profundidade da história.

    Formalmente, há soluções interessantes, como jogar aqui e ali ações pra lá de secundárias escondidas em planos distantes. Repare, por exemplo, um policial descontraidamente xavecando uma garota ao lado de uma ambulância, numa cena teoricamente de tragédia e de dor. Também é interessante a forma pela qual o diretor revela - afinal - quem era aquela estranha garota que se suicidou na banheira. Sem querer entregar detalhes da trama, é como se Avary atirasse na cara da platéia: "Viu como você não prestou atenção no filme?".

    Outros recursos, porém, já são bem batidos. Contar a mesma história várias vezes vista sob os diferentes ângulos de seus diversos protagonistas é, no mínimo, pré-Cães de Aluguel. O recurso já foi mais que repetido em Vamos Nessa e em alguns filmes de Tarantino. Recurso, aliás, que o próprio Tarantino copiou deslavadamente de O Grande Golpe, que Stanley Kubrick dirigiu em 1956. Mas outro dia a gente fala disso.

    O grande problema de Regras da Atração é que depois de espremidas todas as espinhas técnicas e estéticas da sua forma, resta apenas um rosto de pouco conteúdo. Sim, é um filme bonitinho... mas que fica devendo muito pouco a American Pie, quem diria!

    Cultura inútil: o personagem Sean é irmão mais novo de Patrick, personagem do filme Psicopata Americano. Tanto um como outro nasceram na imaginação do escritor Bret Easton Ellis, autor dos livros que originaram os filmes.

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