REPULSA AO SEXO

REPULSA AO SEXO

(Repulsion)

1965 , 104 MIN.

18 anos

Gênero: Suspense

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Roman Polanski

    Equipe técnica

    Roteiro: David Stone, Gérard Brach, Roman Polanski

    Produção: Gene Gutowski, Robert Sterne, Sam Waynber, Tony Tenser

    Fotografia: Gilbert Taylor

    Trilha Sonora: Chico Hamilton

    Estúdio: Comptom Films

    Elenco

    Catherine Deneuve, Ian Hendry, John Fraser, Patrick Wymark, Renne Houston, Yvonne Furneaux

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Lenta e disfarçadamente, a cidade de São Paulo vai ganhando alguns espaços especialmente dedicados ao cinema de arte. O CineSesc, por exemplo, continua comemorando os excelentes resultados de A Doce Vida, que em cópia nova vem lotando suas sessões. Dá para imaginar: gente sentada no chão para ver um antigo filme em preto e branco? Pois é justamente o que está acontecendo naquele cinema. O Top Cine também – agora arrendado para o grupo carioca Estação – está oferecendo aos paulistanos filmes que já estavam destinados a nunca serem exibidos por aqui, casos do alemão Inverno Quente e do russo O Ladrão. O público pagante saltou de 900 para 1.900 pessoas por semana, depois que o Top Cine ganhou este perfil mais artístico.

    Agora, é a vez de São Paulo ganhar uma cópia nova de Repulsa ao Sexo, um dos mais instigantes trabalhos de Roman Polanski. Trinta e cinco anos antes de pisar na maionese e dirigir o constrangedor O Último Portal, Polanski filmou a história de Carol Ledoux (Catherine Deneuve, belíssima, dois anos antes de encarnar A Bela da Tarde), uma manicure com sérios problemas psicológicos. Ela é obcecada por limpeza, se sente dependente da irmã, e evita se relacionar com as pessoas. Principalmente do sexo oposto.
    A situação piora quando sua irmã vai viajar. Sozinha no apartamento, Carol começa a ter pesadelos sexuais, e aos poucos vai misturando em sua mente realidade com fantasia.

    O filme marca o terceiro trabalho do roteirista Gérard Brach, que mais tarde ganharia notoriedade com os roteiros de filmes como Lua de Fel, Busca Frenética, O Inquilino, Jean de Florette, Os Amantes de Maria e O Nome da Rosa, entre outros. Considerado como um dos clássicos do cinema de horror, Repulsa ao Sexo deu a Polanski o Prêmio Especial do Júri no Festival de Berlim.

    Mas não há como negar que o filme envelheceu um pouco. Considerando os padrões atuais, ele demora mais pra pegar que carro a álcool. Mas quem se dispuser a esperar um pouco vai ser brindado por interessantes momentos de inspiração hitchcockiana, belos planos seqüência, e até alguns bons sustos. O tema ligado à sexualidade, na época, pode ter sido picante e polêmico, mas hoje perde bastante de sua força. Porém, de qualquer maneira, é sempre bom rever (ou ver pela primeira vez) os bons e velhos clássicos em cópias novas, em telas grandes e com som de boa qualidade. Nada supera esta experiência.

    A lamentar somente a grande quantidade de omissões e erros das legendas em português assinadas por Bluma Vilar. Um dos mais gritantes diz que “os homens gostam de apanhar e ganhar TERNOS”, quando o correto seria “apanhar e ganhar DOCES”. Alguém confundiu “sweets” com “suits”...

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