RESIDENT EVIL 5: RETRIBUIÇÃO

RESIDENT EVIL 5: RETRIBUIÇÃO

(Resident Evil: Retribution)

2012 , 97 MIN.

16 anos

Gênero: Terror

Estréia: 14/09/2012

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Paul W. S. Anderson

    Equipe técnica

    Roteiro: Paul W. S. Anderson

    Produção: Don Carmody, Jeremy Bolt, Paul W. S. Anderson

    Fotografia: Glen MacPherson

    Trilha Sonora: Tomandandy

    Estúdio: Constantin Film International, Davis Films/Impact Pictures (RE5)

    Distribuidora: Sony Pictures

    Elenco

    Ali Larter, Amanda Dyar, Anna Bolt, Aryana Engineer, Ave Merson-O'Brian, Bingbing Li, Boris Kodjoe, Chris Sullins, Colin Salmon, Eric Mabius, Heike Makatsch, Iain Glen, Indra Ové, James Purefoy, Johann Urb, Joseph May, Kevin Durand, Kevin Shad, Kim Coates, Liz May Brice, Martin Crewes, Megan Charpentier, Michelle Rodriguez, Mika Nakashima, Milla Jovovich, Norman Yeung, Oded Fehr, Ofilio Portillo, Parys Sylver, Pasquale Aleardi, Razaaq Adoti, Robin Kasyanov, Ryan Olubowale, Sandrine Holt, Shawn Roberts, Sienna Guillory, Spencer Locke, Takato Yamashita, Thomas Kretschmann, Toshio Oki, Wentworth Miller

  • Crítica

    13/09/2012 11h50

    Por Daniel Reininger

    As adaptações de games para o cinema enfrentam uma longa história de fracassos, ao ponto de nem gamers nem cinéfilos levarem a sério essas produções hollywoodianas. Alguns casos, como o primeiro Resident Evil, são exceções, claro, apesar da série de Paul W. S. Anderson e sua esposa Milla Jovovich estar repleta de altos e baixos. E onde RE5: Retribuição se encaixa nessa história? Bem, ele consegue ser o pior da franquia já feito até hoje.

    A série das telonas nunca tentou seguir a história dos videogames à risca, mas elementos famosos como os mutantes, o vilão Wesker (Shawn Roberts), os irmãos Claire e Chris Redfield e Jill Valentine (Sienna Guillory) sempre estiveram presentes. O quarto filme abusa disso e, com sua boa narrativa, garantiu um lugar entre os preferidos dos fãs. Seguindo essa mesma lógica, no novo longa somos apresentados a Leon Scott Kennedy (Johann Urb) e Ada Wong (Bingbing Li), dois dos mais icônicos personagens dos consoles. Entretanto, não foi só isso que Anderson pegou de inspiração dos jogos. Ele também importou o sistema de “passar de fase”.

    Isso mesmo, Resident Evil 5, mais do que seus antecessores, parece um videogame, com níveis diferentes a serem completados para alcançar um objetivo final protegido por um chefão. Como assim? Simples, para fugir de um complexo da Umbrella, Alice, que no melhor estilo “joguinho” ganha armadura e armas por acaso, deve passar por diversas salas de simulação que recriam partes de Nova York, Moscou e um subúrbio norte-americano para chegar à saída – só faltou mostrar a pontuação da personagem antes dos créditos.

    Você já deve ter se tocado que a trama é simples e preguiçosa ao extremo: depois de ser capturada por Jill Valentine (quem se lembra do final do quarto filme já sabe como isso rolou), Alice passa a ser interrogada pela Umbrella Corporation – em uma das cenas mais irritantes da franquia. Até que, sem motivo aparente, a protagonista recebe ajuda para fugir de sua cela. Enquanto isso, um grupo de apoio comandado por Leon entra no complexo para encontrar a garota. A vilã da vez é a A.I. maligna do primeiro filme, A Rainha Vermelha, que comanda zumbis e mutantes para recapturar a prisioneira.

    Como o local é também uma fábrica de clones, não é dada muita desculpa ou explicação (claro, quem precisa disso?) para trazer de volta velhos conhecidos da galera, como Rain Ocampo (Michelle Rodriguez), Carlos Olivera (Oded Fehr) e James 'One' Shade (Colin Salmon). Apelar para a nostalgia dos fãs é uma boa tática, vamos admitir. Assim como criar laços entre personagens, como a tentativa (patética) de fazer o público simpatizar com uma menininha clone que acha que Alice é sua mãe. As cenas entre as duas ficam bem sem sentido, mas tudo bem, essa é a sensação geral mesmo.

    Aí você deve estar se perguntando: “ah, certeza que as cenas de ação compensam tudo”. É amiguinho, não é bem assim não, porque elas não são tudo isso também. O visual e os efeitos são bons, ainda mais em Imax 3D, mas a triste verdade é que a ação não empolga. Apesar de todo mundo já saber o que esperar da franquia, a falta de algo novo é um problema e, fora uma ou outra luta bem coreografada, o tiroteio eterno contra capangas da Umbrella chega a dar sono – nada perto do que vimos em RE4: Recomeço. Decepcionante mesmo.

    Se houve uma coisa que me deixou confuso e, ao mesmo tempo, empolgado com uma possível sequência foi a cena final. Não vou dar spoilers, porém, fica cada vez mais claro que Paul W. S. Anderson se aperfeiçoou na arte de criar ganchos intrigantes que atiçam a curiosidade dos fãs e, provavelmente, garantem a produção de mais um Resident Evil. Fora isso, e a bela e onipresente trilha sonora, quase nada é aproveitável, nem mesmo a presença de personagens clássicos dos amados games da Capcom.

    Resident Evil 5: Retribuição apela para recursos que deram certo em outros títulos da franquia, além de garotas armadas vestindo roupas coladas, para tentar funcionar de alguma forma. Resultado: uma salada mista monótona que faz os outros títulos da série parecerem infinitamente melhores do que são.


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