RICKY

RICKY

(Ricky)

2009 , 90 MIN.

12 anos

Gênero: Comédia Dramática

Estréia: 01/04/2011

página inicial do filme
  • Ficha técnica

    Direção

    • François Ozon

    Equipe técnica

    Roteiro: François Ozon

    Produção: Chris Bolzli, Claudie Ossard, Vieri Razzini

    Fotografia: Jeanne Lapoirie

    Trilha Sonora: Philippe Rombi

    Estúdio: BUF, Eurowide Film Production, FOZ, France 2 Cinéma, Teodora Film

    Distribuidora: Califórnia Filmes

    Elenco

    Alexandra Lamy, André Wilms, Arthur Peyret, Jean-Claude Bolle-Reddat, Marilyne Even, Mélusine Mayance, Sergi López, Véronique Joly

  • Crítica

    20/04/2011 13h10

    François Ozon é um dos novos diretores franceses – apesar de ter apenas 43 anos de idade, já se vão 23 de carreira – que gosta de experimentar, geralmente trabalhando, dentro da comédia, uma situação absurda que surge de repente na vida de um personagem.

    Mas, para embaralhar os rótulos – seja da crítica ou do mercado de cinema –, muda constantemente o registro de seus filmes. No início da década, tinha um estilo mais duro, como em Swimming Pool – À Beira da Piscina. Em meados dos anos 2000, experimentou o melodrama em Angel. No finzinho deste período, voltou à comédia dramática com Potiche.

    No caso de Ricky, produção de 2009 que só agora chega aos cinemas brasileiros, temos dois filmes dentro um só. Ozon, que depois deste longa já realizou outros dois (O Refúgio, já lançado no Brasil, e Potiche, ainda inédito), sai de um estilo seco, realista e que flerta com o drama social para chegar a uma atmosfera fantástica, lúdica e metafórica.

    Talvez seja essa mudança de registro o principal entrave na apreciação do filme. Ozon pega o volante e muda 180º o andamento da carruagem. O jeito é embarcar na surpresa e abdicar do realismo, pegar o ticket da viagem oferecida pelo diretor e imaginar.

    É necessário conviver na perspectiva dos três principais personagens. Katie (Alexandra Lamy), uma mulher comum que trabalha como operária na indústria química. Lisa (Mélusine Mayance), sua filha de sete anos que por vezes é mais adulta que a mãe. No caminho das duas surge Paco (Sergi Lopez, ator que vai muito bem do tipo bom moço ao cafajeste), um imigrante espanhol que se engraça com Katie. Da relação nasce Ricky, um bebê extraordinário.

    Quando a criança chega à cinzenta vida dessa família, tudo muda. Não entendam, porém, que se trata de uma jornada de aprendizado ou uma segunda chance de felicidade para Katie, Lisa e Paco. A chave de Ricky é a narrativa fantástica, muito bem-vinda para representar o quão fora do comum é a felicidade para essa família.

    Não é o melhor que o prolífico François Ozon pode oferecer, mais ainda assim um filme prodigioso e com um certo encantamento quase infantil.

Deixe seu comentário
comments powered by Disqus