RICOS, BONITOS E INFIÉIS

RICOS, BONITOS E INFIÉIS

(Town & Country)

2001 , 104 MIN.

12 anos

Gênero: Comédia

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Peter Chelsom

    Equipe técnica

    Roteiro: Buck Henry, Michael Laughlin

    Produção: Andrew S. Karsch, Fred Roos, Simon Fieldss

    Fotografia: William A. Fraker

    Trilha Sonora: Rolfe Kent

    Elenco

    Andie MacDowell, Charlton Heston, Diane Keaton, Garry Shandling, Goldie Hawn, Jenna Elfman, Josh Hartnett, Nastassja Kinski, Tricia Vessey, Warren Beatty

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Dois casais de meia-idade e de situação financeira mais do que tranqüila conversam alegremente durante um jantar. Teoricamente, a vida não poderia ser melhor para Porter (Warren Beatty), sua esposa Ellie (Diane Keaton) e seus melhores amigos Griffin (Garry Shandling) e Mona (Goldie Hawn). Teoricamente...

    Rapidamente, porém, tudo parece desmoronar quando Mona descobre que Griffin tem uma amante e culpa Porter por não tê-la prevenido de nada. Ao mesmo tempo, Porter envolve-se com a bela violoncelista Alex (Nasttasja Kinski). Está armado o cenário para uma comédia leve sobre as crises existenciais da maturidade. Uma espécie de subproduto de Woody Allen, emoldurado por belas locações da cidade de Nova York.

    Tudo é muito fino, elegante e requintado, mas o filme não consegue provocar nada além de sorrisos tímidos. Há personagens que se perdem durante a história e nem sempre as várias subtramas se completam de maneira satisfatória. Há situações que se perdem pelo caminho, como por exemplo a do milionário violento vivido por Charlton Heston e sua filha ninfomaníaca (Andie McDowell). O elenco – ótimo – não é suficiente para segurar por si só o interesse da ação e, no final do filme, fica a impressão que ele é bem mais longo que os seus 104 minutos.

    Esperava-se mais do roteiro do veterano Buck Henry, um dos criadores do seriado de TV Agente 86 e autor de filmes de sucesso como Ardil 22 e A Primeira Noite de um Homem.

    Ricos, Bonitos e Infiéis foi um estrondoso fracasso comercial nos Estados Unidos, onde não rendeu sequer 10% de seu inexplicável e astronômico custo de US$ 90 milhões.

    19 de setembro de 2001
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rede Bandeirantes de Televisão, Canal 21, Band News e Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

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