RINDO À TOA

RINDO À TOA

(LOL (Laughing Out Loud))

2008 , 103 MIN.

16 anos

Gênero: Comédia

Estréia: 31/07/2009

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Lisa Azuelos

    Equipe técnica

    Roteiro: Lisa Azuelos

    Produção: Romain Le Grand

    Fotografia: Nathaniel Aron

    Estúdio: Pathé Cinéma

    Distribuidora: Califórnia Filmes

    Elenco

    Christa Theret, Émile Bertherat, Félix Moati, Jérémy Kapone, Lou Lesage, Louis Sommer, Marion Chabassol, Sophie Marceau

  • Crítica

    30/07/2009 12h40

    Comentários mais céticos chegaram a rebatizar a produção francesa Rindo à Toa de Malatión (Malhação com sotaque francês), em referência à novelinha adolescente da Rede Globo. A piada pode até ser boa, mas é maldosa. Escrito e dirigido por Lisa Azuelos, o filme é - sim - uma comédia romântica sobre o universo adolescente. Porém, bastante inteligente e divertida.

    A trama é narrada por Lola (Christa Teret), uma garota que ao retornar das férias escolares tem a difícil missão de encarar Arthur (Félix Moati), seu ex-namorado. Ou ex-ficante. Ou atual namorado, nem ela sabe muito bem. Afinal, o filme é justamente sobre isso: dúvidas. Aos 15 anos, conviver na mesma sala de aula com o “ex” pode significar um dos maiores problemas do mundo. Como são, aliás, todos os problemas de quem tem 15 anos: os maiores do mundo. Namorar, ficar, fumar, perder ou não a virgindade, com quem... estas e outras questões são levantadas no filme com frescor, vigor e humor (só para não perder a rima).

    Lola representa uma geração na qual as conexões virtuais parecem muito mais importantes que as pessoais. Um grupo que, ao ver dois colegas se espancando na sala de aula, prefere gravá-los com o celular e colocar o vídeo no YouTube que simplesmente pensar em apartá-los. E se Rindo à Toa, ainda que francês, opta por uma narrativa levemente americana, isso já é claramente assumido (ou satirizado) logo na primeira cena, quando a protagonista conta que a tomada está em câmera lenta porque é assim que as pessoas legais aparecem nos filmes feitos nos Estados Unidos.

    Contudo, Rindo à Toa não é destinado apenas ao público adolescente. Pais e educadores provavelmente vão se identificar muito também com os personagens adultos do roteiro, encabeçados pela mãe de Lola, Anne, interpretada pela bela Sophie Marceau, de 007 - O Mundo Não é o Bastante. Quarentona, separada e vivendo um caso escondido com o próprio ex-marido, Anne é praticamente tão insegura quando a filha adolescente.

    Afinal, ela é representante uma geração pós-hippie liberada que fumou (e continua fumando) maconha, mas que não admite que seus filhos possam fazer o mesmo. Uma geração que lutou por liberdades individuais, mas que se permite ler o diário íntimo da própria filha. Um tipo de incoerência que acaba gerando, além de reflexões por parte da platéia, boas situações irônicas e comportamentais dentro da trama. Despretensioso, Rindo à Toa faz pensar e faz sorrir. Com talento e simpatia. O que não é pouco.

    Uma curiosidade: a psiquiatra de Anna - aquela que só faz "humm hummm" - é interpretada pela diretora do filme.

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