Rio, Eu Te Amo

RIO, EU TE AMO

(Rio, I Love You)

2014 , 110 MIN.

12 anos

Gênero: Drama

Estréia: 11/09/2014

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Andrucha Waddington, Carlos Saldanha, Fernando Meirelles, Guillermo Arriaga, Im Sang-soo, John Turturro, José Padilha, Nadine Labaki, Paolo Sorrentino, Stephan Elliott, Vicente Amorim

    Equipe técnica

    Roteiro: Andrucha Waddington, Carlos Saldanha, Fellipe Barbosa, Im Sang-soo, John Turturro, Nadine Labaki

    Produção: Emmanuel Benbihy, Valéria Amorim

    Fotografia: Ricardo Della Rosa

    Trilha Sonora: Khaled Mouzanar, Pedro Bromfman

    Estúdio: Conspiração Filmes, RioFilme

    Distribuidora: Warner Bros

    Elenco

    Basil Hoffman, Bebel Gilberto, Bruna Linzmeyer, Cláudia Abreu, Débora Nascimento, Eduardo Sterblitch, Emily Mortimer, Fernanda Montenegro, Harvey Keitel, Jason Isaacs, John Turturro, Land Vieira, Laura Neiva, Marcelo Serrado, Márcio Garcia, Michel Melamed, Nadine Labaki, Regina Casé, Roberta Rodrigues, Rodrigo Santoro, Ryan Kwanten, Stepan Nercessian, Tonico Pereira, Vanessa Paradis, Wagner Moura

  • Crítica

    10/09/2014 19h00

    Em 1969, Gilberto Gil afirmava em sua canção que o Rio de Janeiro continuava lindo. Passados 35 anos, nada mudou. A cidade, cuja alcunha de maravilhosa não é à toa, mantém-se encantadora. Não por acaso foi escolhida como cenário do terceiro filme da série Cities of Love, que já se debruçou sobre Nova York e Paris.

    Rio, Eu te Amo apostou num diferencial entre os outros filmes da franquia. Pela primeira vez buscou-se uma ligação entre os seguimentos dirigidos de forma independente por diversos diretores. O responsável por tentar criar unidade entre as tramas foi o cineasta Vicente Amorim (Corações Sujos), que fez o que pôde, mas não conseguiu amalgamar as histórias curtas a ponto de assimilarmos o conjunto como um filme só.

    Cada um dos cineastas envolvidos no projeto teve total liberdade para desenvolver seus dramas, com a condição de que tivessem a cidade do Rio como pano de fundo e que os enredos tratassem do amor em suas diferentes formas. Mas nem mesmo o time estelar de realizadores e atores salvou o filme de ser apenas mediano. E isso se deve muito às oscilações entre as tramas e a tentativa de uni-las.

    Aos menos houve esforço criativo dos diretores, que procuraram fugir do evidente. Os belos cartões postais da cidade estão lá, claro, mas como cenários de tramas – algumas delas – pouco óbvias. Carlos Saldanha (de Rio e Rio 2), por exemplo, optou por contar a história de amor entre dois bailarinos do Theatro Municipal. O sul-coreano Im Sang-Soo (A Empregada) leva um vampiro, interpretado por Tonico Pereira, para as vielas de uma favela comandando um número musical.

    Há também o polêmico seguimento dirigido por José Padilha (de Tropa de Elite), que quase ficou de fora da história quando a Arquidiocese do Rio – que detém o direito de imagens sobre o monumento – o censurou e depois voltou atrás. Como era de se esperar, muito barulho por nada. No trecho, o personagem interpretado por Wagner Moura resolve fazer um passeio de asa delta no entorno do Cristo para tirar satisfações. Fala uns palavrões, dá uma banana para estátua e não vai além disso.

    Há ainda sequências dirigidas por Fernando Meirelles (Cidade de Deus), cujo personagem principal é um escultor de monumentos de areia interpretado por Vicent Cassel; Nadine Labaki (de E Agora, Aonde Vamos?), sobre um menino que rua que aguarda um telefonema de Jesus; John Turturro (Amante a Domicílio), que também atual em seu seguimento ao lado de Vanessa Paradis – os dois vivem um conflito amoroso na tela; e Andrucha Waddington (Os Penetras), que traz Fernanda Montenegro interpretando uma moradora de rua que decidiu viver sem teto deliberadamente. Guillermo Arriaga, Stephan Elliott e Paolo Sorrentino completam o time de cineastas.

    Nesta mescla de grandes nomes e ideias distintas que é Rio, Eu te Amo, alguns seguimentos se sobressaem e outros decepcionam. Há momentos iluminados aqui e ali e algumas passagens decepcionantes. A tentativa de promover unidade dramática nessa miscelânea irregular, naturalmente, não ia dar muito certo.

    Mas os bons momentos de Rio, Eu te Amo, mesmo que pontuais, valem a ida ao cinema. Com o adendo de se poder atestar, nas belas imagens captadas, que o Rio de Janeiro continua lindo.

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