RIOS VERMELHOS

RIOS VERMELHOS

(Les Rivières Pourpres)

2000 , 105 MIN.

14 anos

Gênero: Suspense

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Mathieu Kassovitz

    Equipe técnica

    Roteiro: Mathieu Kassovitz

    Produção: Alain Goldman

    Fotografia: Thierry Arbogast

    Trilha Sonora: Bruno Coulais

    Elenco

    Dominique Sanda, Jean Reno, Jean-Pierre Cassel, Karim Belkhadra, Nadia Farès, Vincent Cassel

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Você consegue imaginar um ótimo suspense policial, com ação, aventura e toques de humor, produzido totalmente... na França? Não? Então, jogue fora o preconceito e curta Rios Vermelhos, com o ótimo Jean Reno (O Profissional) no papel principal.

    Tudo acontece numa pequena cidade montanhosa, no interior da França. É para lá que viaja o agente especial Pierre (Jean Reno), um policial parisiense especializado em complicados casos de homicídio. Sua missão é investigar o misterioso e violento assassinato de um respeitado funcionário da universidade local. Ao mesmo tempo, o delegado Max (Vicent Cassel) investiga um caso aparentemente de importância muito menor: a simples violação de um túmulo. Aos poucos, o intrigante roteiro de Jean-Christophe Grangé (escritor e documentarista que estréia aqui como roteirista de ficção) vai unir os dois fatos policiais, envolvendo o espectador com muito talento e criatividade.

    A direção de Rios Vermelhos é de Mathieu Kassovitz, premiado como melhor diretor no Festival de Cannes de 1995 pelo seu polêmico O Ódio. Aqui, ele deixa um pouco de lado seu estilo artístico e contraventor para administrar um orçamento de US$ 20 milhões (generoso para um filme francês) e criar um produto um pouco mais comercial. Comercial, sim, mas ainda assim inteligente e criativo. Kassovitz busca sempre pontos de vista inusitados. Tanto para a câmera como para a narrativa.

    Não espere compreender tudo de primeira. Relaxe na poltrona e deixe as belas imagens chegarem, sem pressa, sem querer “adivinhar” tudo que se passa. Lembre-se que o filme não é americano e – portanto – é menos previsível. O roteiro prega peças, surpreende aqui e ali, às vezes, força algumas barras (a cena da avalanche, por exemplo, é um pouco difícil de engolir), mas eventuais deslizes são logo perdoados (ou esquecidos) pelo eficiente clima de suspense obtido pelo diretor.
    Enquadramentos preciosos e a vibrante música de Bruno Coulais (vencedor do César de trilha sonora por Himalaia) contribuem de forma decisiva para este clima.

    Além de manter os olhos e os ouvidos bem atentos, o espectador deve também se preparar para algumas cenas capazes de embrulhar os estômagos menos resistentes. Afinal, um filme que tem como cena inicial planos em close de um cadáver em decomposição certamente promete mais emoções fortes até o seu final.

    Rios Vermelhos foi indicado para cinco prêmios César e levou mais de três milhões de franceses às bilheterias. Com méritos. O filme é um excelente entretenimento.

    25 de junho de 2001
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rede Bandeirantes de Televisão, Canal 21, Band News e Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

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