ROBIN HOOD (2010)

ROBIN HOOD (2010)

(Robin Hood (2010))

2010 , 140 MIN.

12 anos

Gênero: Aventura

Estréia: 14/05/2010

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Ridley Scott

    Equipe técnica

    Roteiro: Brian Helgeland, Cyrus Voris, Ethan Reiff

    Produção: Brian Grazer, Ridley Scott, Russel Crowe

    Fotografia: John Mathieson

    Trilha Sonora: Marc Streitenfeld

    Estúdio: Imagine Entertainment, Relativity Media, Scott Free Productions, Universal Pictures

    Distribuidora: Universal Pictures Brasil

    Elenco

    Abraham Belaga, Alan Charlesworth, Alan Doyle, Andrea Ware, Arthur Darvill, Bronson Webb, Cate Blanchett, Chris Jared, Ciaran Flynn, Danny Clarke, Danny Huston, David Bertrand, Denis Ménochet, Denise Gough, Douglas Hodge, Eileen Atkins, Eric Rulliat, Gerard McSorley, Giannina Facio, Hannah Barrie, Jack Downham, Jake Curran, James Burrows, James Hamilton, Jamie Beamish, Jessica Raine, John Atterbury, John Nicholas, John O'Toole, Joseph Hamilton, Kevin Durand, Léa Seydoux, Lee Battle, Lisa Millett, Lothaire Gerard, Luke Evans, Mark Addy, Mark Lewis Jones, Mark Ryder, Mark Strong, Mat Laroche, Matthew MacFadyen, Max von Sydow, Ned Dennehy, Nick Lucas, Nicky Bell, Nicolas Simon, Oscar Isaac, Pip Carter, Ralph Ineson, Richard Riddell, Robert Pugh, Roy Holder, Ruby Bentall, Russell Crowe, Samuel Dupuy, Scott Grimes, Simon McBurney, Steve Evets, Stuart Martin, Thomas Arnold, Tom Blyth, Velibor Topic, William Hurt, Zuriel De Peslouan

  • Crítica

    26/05/2010 15h42

    O que justificaria, nos dias de hoje, mais uma versão cinematográfica de Robin Hood? Afinal, o mitológico herói inglês do século 13 já apareceu nas telonas e nas telinhas em mais ou menos uma centena de filmes, tendo sido encarnado por atores como Errol Flynn, Sean Connery, Kevin Costner e... Mário Cardoso (tinha esquecido de Robin Hood, O Trapalhão da Floresta).

    Para os produtores de Hollywood, esta versão 2010 foi motivada por uma nova proposta, um novo roteiro escrito por Ethan Reiff e Cyrus Voris (criadores também do argumento da animação Kung Fu Panda) onde seria contada a origem do herói, como tudo começou. Uma espécie de “Robin Hood Begins”. Com a entrada do diretor Ridley Scott no projeto, o roteirista Brain Helgeland (do recente Zona Verde) reescreveu parte do material original, e o resultado chega agora aos cinemas.

    Tudo começa na véspera da morte do rei inglês Ricardo Coração de Leão (Danny Huston, o Poseidon de Fúria de Titãs), a quem o arqueiro Robin (Russel Crowe) era fiel. Sem o líder, Robin e um pequeno grupo de amigos abandonam o exército inglês, já bastante abatido pela longa e pouco proveitosa Cruzada empreendida pelo então Rei Ricardo. O reino está acéfalo e combalido.

    Um golpe do destino, porém, faz com que Robin e seus companheiros cruzem seus caminhos com Godfrey (Mark Strong, o vilão de Sherlock Holmes), que se faz passar por conselheiro do novo Rei João (Oscar Isaac), mas que na verdade é um traidor disposto a entregar a Inglaterra à inimiga França. Movido tanto por valores como honra e lealdade, como por meros acasos do destino, Robin acaba se envolvendo até o pescoço no delicado momento social e político que marca a transição do reinado para as mãos do mimado, egoísta e despreparado Rei João.

    Tudo bastante grandioso, bem produzido, bem fotografado, com boas cenas da batalhas... mas que não funciona enquanto filme. Apesar das proporções épicas, da volta da dupla Crowe/Scott (sucesso em Gladiador), das belas locações na Inglaterra e no País e da Gales, e até da sempre ótima Cate Blanchett, este novo Robin Hood é um tédio.

    O roteiro erra ao abrir várias linhas narrativas simultâneas e não apresentar uma dramaturgia consistente o suficiente para sustentar nenhuma delas. A forma aleatória como os fatos se desenrolam chega a ser primária, como o retorno do herói ao lugar de sua infância, ou a repentina resolução de seus flashbacks.

    Já a direção se perde numa profusão de personagens e situações nem sempre apresentadas ou desenvolvidas de maneira clara. O resultado é um defeito letal para qualquer tipo de filme, principalmente os que se pretendem heroicos: a falta de empatia com o heroi. Numa atuação sem nuances, Crowe não apresenta nem a picardia, nem a elegância, nem o romantismo, nem a alegria, muito menos o carisma de um personagem que – supõe-se – dedicará sua vida a tirar dos ricos para dar aos pobres. De todo o elenco monocórdio, salva-se apenas o frescor do veterano Max Von Sydow.

    Some-se a isso tudo a trilha sonora de pouca ou nenhuma criatividade, assinada pelo alemão Marc Streitenfeld (Rede de Mentiras), que, além de onipresente e insistente, ainda se mostra inadequada e conflitante com as cenas que tenta sublinhar. Certamente os franceses – aqui retratados como covardes vilões – vão detestar ver Robin Hood na abertura de seu querido Festival de Cannes, ainda esta semana...

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