Pôster do filme Rocketman

ROCKETMAN

(Rocketman)

2019 , 121 MIN.

16 anos

Gênero: Biografia

Estréia: 30/05/2019

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  • Onde assistir

    Programação

  • Ficha técnica

    Direção

    • Dexter Fletcher

    Equipe técnica

    Roteiro: Lee Hall

    Produção: Adam Bohling, David Furnish, David Reid, Elton John, Lawrence Bender, Matthew Vaughn

    Fotografia: George Richmond

    Trilha Sonora: Matthew Margeson

    Estúdio: Marv Films, Marv Studios, New Republic Pictures, Paramount Pictures

    Montador: Chris Dickens

    Distribuidora: Paramount Pictures Brasil

    Elenco

    Alison Ball, Benjamin Mason, Bryce Dallas Howard, Eddie Register, Guillermo Bedward, Jamie Bacon, Jamie Bell, Kamil Lemieszewski, Luke White, Richard Madden, Samuel Magee, Solomon Mousley, Taron Egerton

  • Crítica

    18/06/2019 12h15

    Por Sara Cerqueira

    Diante da última experiência que tivemos com uma cinebiografia de uma figura mundialmente conhecida - Bohemian Rhapsody -, confesso que fiquei um pouco apreensiva com a chegada de Rocketman. Mesmo sendo uma grande fã das músicas de Elton John, as expectativas estavam razoavelmente baixas para assistir o longa baseado em sua carreira e vida pessoal. Veremos mais um filme suavizado e palatável para a família tradicional, onde apenas empresários e profissionais da indústria fonográfica são vilanizados?

    Quando soube que seria uma cinebiografia musical, tive ainda mais ressalvas (assumo que meu pouco apreço por esse gênero me influenciou a ter esse pré-conceito). Entretanto, nada como a experiência de assistir ao filme de fato e ter sua antipatia desconstruída na base do soco. Dirigido por Dexter Fletcher, o longa é uma experiência completa aos sentidos, oferecendo nada menos o que a vida e carreira de Elton John realmente merecem.

    Aqui, somos apresentados a um artista prodígio ainda em sua primeira infância. O cantor é interpretado no filme por Taron Egerton que, apesar da aparência pouco similar a do cantor, oferece uma aptidão musical e interpretativa de cair o queixo. O filme caminha pelas raízes familiares do artista em Londres na década de 50/60, nos apresentando a um círculo familiar extremamente tóxico.

    Sua mãe, interpretada pela sempre incrível Bryce Dallas Howard, uma mulher pouco apegada ao filho e a própria maternidade, segue os conselhos da avó da criança e o coloca em um conservatório musical. O pai Stanley (Steve Mackintosh), mostra um claro desprezo e até mesmo ódio ao próprio filho, incorporando uma figura vilanesca rapidamente odiável. Tendo apenas o suporte da avó (Gemma Jones), o garoto passa a ganhar notoriedade pela voz e talento ao tocar piano.

    De um guri tímido e inseguro de classe média baixa chamado Reginald Dwight ao excêntrico, multitalentoso e multimilionário Elton John, grande figura do rock mundial. O filme adota a trajetória de ascensão já tão conhecida em cinebiografias para mostrar uma jornada de autodescoberta no mundo da música. Sua amizade com o compositor Bernie Taupin (Jamie Bell) o mantém trabalhando de uma maneira saudável e produtiva, ao menos por um período de tempo. Depois, assistimos à uma queda gradual, já esperado também em filmes sobre grandes figuras do entretenimento musical, que transpassa por tentativas de suicídio, abuso de álcool, drogas e total desapego das raízes
    familiares.

    É importante ressaltar aqui que, apesar de recair em alguns estereótipos, com a figura do agente malvadão, interpretado mecanicamente por Richard Madden, o longa não apela para a demonização da indústria musical, mas a põe como um fator a mais - de grande peso, diga-se de passagem - para a queda de Elton. Sua história pessoal, suas dúvidas com relação à própria identidade, uma família pouco amorosa, a falta de afeto quando criança e outras questões contribuíram em conjunto para seus sucessivos baques. E a indústria da musica, essa máquina de moer gente, só piorou as coisas.

    O trabalho do cast é eficiente e bem sintonizado, mas quem rouba a cena é Egerton. Em sua maior performance até agora, o ator é um catalisador de sentimentos e múltiplos talentos, e nos entrega um Elton John extravagante e desconcertante, mas sedento por reconhecimento, amor e carinho.

    Com uma trilha-sonora magnífica, figurinos estonteantes e coreografias simples e funcionais, Rocketman é, além de uma incrível experiência cinematográfica, um tributo à vida e obra de um homem excepcional. Não poderia ter sido feito de outra forma. Ainda bem!

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