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118 DIAS

(Rosewater)

2014 , 103 MIN.

12 anos

Gênero: Drama

Estréia: 05/03/2015

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Jon Stewart

    Equipe técnica

    Roteiro: Jon Stewart

    Produção: Gigi Pritzker, Jon Stewart, Scott Rudin

    Fotografia: Bobby Bukowski

    Trilha Sonora: Howard Shore

    Estúdio: Busboy Productions, International Traders, OddLot Entertainment

    Montador: Jay Rabinowitz

    Distribuidora: Diamond Films

    Elenco

    Ahmad Massad, Alaadin Khasawneh, Alex Claus, Ali Elayan, Ali Hussein, Amir El-Masry, Amir Rahimzadeh, Andrew Gower, Arian Moayed, Ayman Sharaiha, Bassam Hanna, Bijan Daryani, Claire Foy, Dimitri Leonidas, Eyad Zoubi, Firas Fanni, Fred Ward, Gael García Bernal, Golshifteh Farahani, Haluk Bilginer, Hamid Masri, Hamza Muhaisen, Hannah Douglas, Hassan Sha'er, Hugh O'Brien, Jason Jones, Jonathan Hopper, Kambiz Hosseini, Kim Bodnia, Laith Soudani, Lindsey Hilsum, Manaf Irani, Manar Mughrabi, Miles Jupp, Mohammad Abdel Raheem, Mohammad Sami, Nafisa Ghazi, Nasser Faris, Nidal Ali, Numan Acar, Saif Goussous, Saro Karaoghlanian, Shohreh Aghdashloo, Wissam Tobaileh, Zeid Kattan

  • Crítica

    05/03/2015 11h47

    118 Dias é baseado na história real do jornalista Maziar Bahari. Em 2009, ele viajou ao Irã para cobrir as eleições como correspondende da revista Newsweek e acabou 118 dias preso e torturado por um homem que cheirava a leite de rosas. É essa a história que Jon Stewart conta em seu primeiro filme, adaptação do best-seller Then They Came for Me.

    Rosewater é exatamente o que se espera de Stewart: politicamente engajado, quase um panfleto que clama por uma imprensa independente e por uma democracia realmente livre. Mas, basta alguns minutos para perceber que a falta de experiência do diretor atrapalha sua adaptação, que parece a todo momento ingênua e indecisa.

    Stewart mostra Behari repetidamente com os olhos vendados nas sequências de tortura física e psicológica que sofreu. Sua prisão está diretamente ligada à onda de protestos que varreu o Irã após a reeleição de Mahmoud Ahmadinejad em 2009. Acusado de fraude, o presidente reprimiu violentamente uma série de manifestações populares que começaram em Teerã e se espalharam por todo o país. O filme mostra a criação de um organismo para defender o governo do que acreditavam ser uma "ameaça ocidental", reflexo de anos de embate político entre o país e os Estados Unidos.

    O filme constrói uma oposição entre Bahari e seu torturador. Enquando tenta arrancar uma confissão por escrito do jornalista, tal homem se mostra surpreendentemente vulnerável. Aquele que o visita todos os dias não passa de um burocrata intimidado, ansioso para impressionar seu chefe e agradar sua esposa. 

    Mas o filme aposta na superfície desses retrato. A direção tenta conter as emoções, mas só consegue criar apatia entre o espectador e seu personagem principal e eliminar uma necessária complexidade. Gael García Bernal até tenta, mas não é capaz de livrar esta adaptação de uma certa banalidade. 118 Dias parece ter pouco a dizer.

    Embora confronte Bahari com seu passado, em uma metáfora do próprio Irã e sua sequência de regimes autoritários, o filme é também otimista e mostra o início da construção de um novo momento. Para Stewart há um ponto de ruptura: as redes sociais, os protestos virtuais e a fácil proliferação de informações com a ajuda da internet são elementos decisivos na construção de um Irã mais democrático.

    Mesmo sem uma imprensa livre e independente, o país entra em ebulição porque quem agora constrói a narrativa são os próprios indivíduos ao compartilharem suas experiências. A arma mais letal é, a partir de agora, a câmera do celular.

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