ROUBANDO VIDAS

ROUBANDO VIDAS

(Taking Lives)

2003 , 103 MIN.

14 anos

Gênero: Suspense

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • D. J. Caruso

    Equipe técnica

    Roteiro: Jon Bokenkamp

    Produção: Bernie Goldmann, David Heyman, Mark Canton

    Fotografia: Amir M. Mokri

    Trilha Sonora: Philip Glass

    Estúdio: Warner Bros

    Distribuidora: Warner Bros

    Elenco

    Angelina Jolie, Ethan Hawke, Jean-Hugues Anglade, Kiefer Sutherland, Olivier Martinez

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Sabe aquela impressão de dèjá vu que a gente tem ao ver alguns filmes? Parece que desde a trilha sonora até o roteiro, passando pela fotografia e montagem, beberam da mesma fonte de outros produções do gênero. O longa pode até ser bem-feito, mas não traz absolutamente nada de novo, apenas um certo incômodo nos que conhecem um pouco de cinema e percebem tudo isso que eu digo. O thriller Roubando Vidas é mais ou menos isso: uma reciclagem de tudo que já foi feito na área.

    Neste filme, Angelina Jolie é Illeana, uma agente do FBI que vai ao Canadá a fim de investigar um caso de assassinatos em série. Apesar de trabalhar com policiais que não acreditam muito em seus métodos pouco ortodoxos de investigação, ela começa a entrar na trilha do assassino e descobre que ele rouba a vida de suas vítimas depois de matá-las - vem daí o título do filme. Quando conhece Costa (Ethan Hawke), um negociador de obras de arte que tentou salvar uma das vítimas do serial killer e viu o rosto do procurado, Illeana passa a se concentrar cada vez menos do caso. Ela começa a se apaixonar pela testemunha, o que não é nada bom.

    Uma das características dos thrillers é a reviravolta no roteiro: nada é o que parece ser e a verdade só é explicada no final. Isso é uma regra em filmes do gênero, de Scooby-Doo a O Sexto Sentido. Agora, parece que o diretor D.J. Caruso (mais famoso por seus trabalhos na TV) levou a premissa tão a sério que Roubando Vidas acaba sem pé nem cabeça, praticamente. As reviravoltas no roteiro, baseado em romance de Michael Pye, são tantas que deixam o espectador um pouco perdido. Algumas cenas e situações são tão mal explicadas que nem dá ânimo para pensar nelas depois que o mistério é revelado. Por exemplo, que raios de método é esse que Illeana usa? Ela é uma espécie de Carrie - A Estranha do FBI? Ou está mais para Frank Black, protagonista da extinta série Millennium? Quando ela é quase morta pelo assassino, como foi possível sua identidade permanecer desconhecida à investigadora perspicaz? Só não farei mais perguntas por que estragariam as "surpresas" do roteiro e, ao contrário de Caruso, eu não quero estragar qualquer surpresa que o leitor possa ter - se é que isso é possível.

    Se você é fã de thrillers, saiba que Roubando Vidas não vai te surpreender de forma alguma. Mas, como sempre tento ver alguma coisa boa em todos os filmes, posso dizer que, pelo menos, as atuações não são tão ruins assim. E só.

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