RUA 6, S/Nº

RUA 6, S/Nº

(Rua 6, s/nº)

2003 , 103 MIN.

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • João Batista de Andrade

    Equipe técnica

    Roteiro: João Batista de Andrade

    Produção: João Batista de Andrade

    Fotografia: Carlos Ebert

    Trilha Sonora: Marcelo Galbetti

    Estúdio: Oeste Filmes

    Elenco

    Christine Fernandes, Gracindo Júnior, Humberto Magnani, João Acaiabe, Luciana Braga, Marco Ricca

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Finalmente o novo filme de João Batista de Andrade (o excelente diretor de O Homem Que Virou Suco) consegue um - pequeno - espaço para estrear. Pronto já há mais de um ano, Rua Seis -Sem Número é todo centrado na figura de Solano (Marco Ricca, novamente ótimo), um homem desempregado e desesperado que não consegue de adaptar às exigências profissionais dos novos tempos. Principalmente a dos computadores. Certo dia, ele inesperadamente recebe de um moribundo uma estranha incumbência: entregar a uma tal Maíra um pacote de dinheiro. Antes de morrer, o estranho diz apenas que ela estaria morando numa "Rua Seis". O número? O homem não tem tempo de dizer. Solano poderia simplesmente recusar o pedido, e "deixar pra lá", como talvez a maioria dos brasileiros fizesse. Mas satisfazer o desejo daquele estranho passa a ser uma verdadeira obsessão em sua vida. Sempre atormentado pelos seus próprios fantasmas, ele passa a vasculhar desesperadamente Brasília e seus arredores em busca da desconhecida Maíra, e da misteriosa Rua Seis.

    Rua Seis, Sem Número é um filme de baixo orçamento, de pouquíssimas pretensões comerciais e totalmente rodado em vídeo digital, uma novidade que o cineasta utilizou para criar algumas experimentações. A principal delas certamente está no roteiro, que não faz muita questão em deixar claro o que é real e o que é imaginário na vida de Solano. Se você sair do cinema sem entender exatamente o que aconteceu, não ligue: pouca gente entende. O próprio João Batista já deixou claro que fez o filme muito mais com a preocupação de confundir que propriamente de explicar. Se este tipo de cinema experimental é a sua praia, curta e aproveite. Se você prefere histórias com começo, meio e fim definidos, procure outra opção para o seu final de semana.

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