RUBY SPARKS - A NAMORADA PERFEITA

RUBY SPARKS - A NAMORADA PERFEITA

(Ruby Sparks)

2012 , 106 MIN.

14 anos

Gênero: Comédia Romântica

Estréia: 12/10/2012

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Jonathan Dayton, Valerie Faris

    Equipe técnica

    Roteiro: Zoe Kazan

    Produção: Albert Berger, Ron Yerxa

    Fotografia: Matthew Libatique

    Trilha Sonora: Nick Urata

    Estúdio: Bona Fide Productions, Fox Searchlight Pictures

    Distribuidora: Fox Film

    Elenco

    Aasif Mandvi, Alia Shawkat, Annette Bening, Antonio Banderas, Barrett Perlman, Chris Messina, Deborah Ann Woll, Diana Parros, Eleanor Seigler, Elliott Gould, Jane Anne Thomas, John F. Beach, Joshua Wilburn, Lindsay Fishkin, Marco Tazioli, Mark Roman, Paul Dano, Rightor Doyle, Steve Coogan, Tatiana Sarasty, Toni Trucks, Wallace Langham, Zoe Kazan

  • Crítica

    10/10/2012 15h08

    O que você faria se pudesse criar seu par romântico perfeito? É a partir desta premissa que Ruby Sparks se desenvolve. O longa é vendido como uma comédia romântica, mas passa longe do gênero. O que temos aqui é um bom drama, com altos e baixos, um vocabulário nada amoroso e cenas fortes para mexer com a cabeça de qualquer adolescente problemático.

    Imagine um prodígio da literatura que alcançou o sucesso logo em seu primeiro livro, porém não consegue emplacar um novo hit. Esse é Calvin, a figura central da trama. Qualquer semelhança com J. D. Salinger não é mera coincidência, o escritor é referência em vários momentos do filme.

    Esse jovem romancista é interpretado por Paul Dano, que corresponde muito bem ao papel. Trabalhando em um novo livro, ele cria Ruby, personagem que inexplicavelmente ganha vida e se torna a sua tão sonhada namorada ideal, ou quase isso, já que Calvin começa a brincar de Deus com a garota.

    Quem dá vida a esta mistura de Frankenstein com Mulher Nota 1000 é a talentosa Zoe Kazan. A jovem atriz é um show a parte: além da ótima interpretação, é dela o roteiro que deve agradar em cheio ao público hipster. Alguns personagens secundários são uma grata surpresa, como é o caso do irmão de Calvin (Chris Messina), responsável por algumas das melhores piadas. Por outro lado, outras figuras ficam perdidas na história e são caricatas demais para serem levadas a sério, como o padrasto do protagonista, vívido sem muito brilho por Antonio Banderas.

    Talvez o maior mérito do longa seja fazer o público rir, mesmo se tratando de um drama sobre solidão e egocentrismo. Essa é a marca registrada de Jonathan Dayton e Valerie Faris, diretores que já haviam conseguido algo parecido em Pequena Miss Sunshine.

    Apesar do início entediante, repleto de clichês, a história se recupera e cresce aos poucos até um ápice grandioso. Em uma cena, o protagonista pede ao espectador: "acredite na história". E, apesar do principal argumento da trama (como a garota ganhou vida) não ser explicado em momento algum, você embarca na fantasia e aproveita o drama.

    Como se sabe, desfechos podem influenciar de maneira positiva ou negativa toda uma produção. E é justamente em seu final que Ruby Sparks se perde. A conclusão é forçadamente positivista, com a tradicional mensagem "tudo vai dar certo, não importa como ou por que", contradizendo todo o resto do filme e deixando um gosto amargo na boca. Impossível não pensar que houve interferência do estúdio, já que assim o drama torna-se mais vendável e de melhor absorção para o grande público.

    Apesar de certa decepção, Ruby Sparks é, sem dúvidas, um longa interessante e que merece ser visto. Tem uma fórmula perfeita para agradar pessoas em busca de identidade e alternativos de plantão.



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