SANTITOS

SANTITOS

(Santitos)

1997 , 101 MIN.

14 anos

Gênero: Comédia

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Alejandro Springall

    Equipe técnica

    Roteiro: Maria Amparo Escandón

    Produção: Alejandro Springall, Claudia Florescano

    Elenco

    Dario T. Pie, Demián Bichir, Dolores Heredia, Fernando Torres Lapham, Josefina Echánove, Luis Felipe Tovar

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Uma mulher desesperada procura sua filha, tida como morta. Para encontrar a menina, esta mãe é capaz de tudo. Até de se prostituir. Acredite: isto é uma comédia. Ela é co-produzida por México, EUA e Canadá e se chama Santitos. Quer mais? O filme é ótimo!

    Dentro da famosa tradição dos povos latinos – incluindo o brasileiro - de transformar a tragédia em comicidade, Santitos conquistou os corações das platéias nos recentes festivais de Sundance e Gramado.

    Tudo começa com Esperanza (Dolores Heredia, impecável), uma mulher que se recusa a acreditar que sua filha esteja morta. Sua descrença não é gratuita: afinal, foi o próprio São Judas Tadeu que lhe confidenciou que a menina na realidade estaria viva. Fazendo jus a seu nome, Esperanza inicia então uma heróica jornada pelo México e pelos Estados Unidos, na tentativa de localizar a filha. Pelo seu caminho cruzam os tipos mais estranhos que ela, uma simples dona de casa, jamais suspeitava que sequer pudessem existir. Toda a coragem e a persistência de Esperanza vêm de seu inesgotável arsenal de santinhos (sejam eles de papel, barro ou madeira) que ela invoca com fé inabalável.

    Religiosidade, realismo fantástico, comédia, drama e – acima de tudo – fé no impossível. Todos estes elementos tão ligados à realidade sofrida dos povos latinos estão presentes neste sétimo longa metragem dirigido pelo mexicano Alejandro Springall.

    É notável como este roteiro de estréia de Maria Amparo Escandón consegue ser tão eficiente ao equilibrar dois temas tão distintos como drama e comédia. Nada sobra, nada falta. Santitos tem ritmo preciso, faz rir, provoca empatia quase imediata com a personagem principal, e ainda se dá ao luxo de terminar de forma criativa e otimisma, sem cair no piegas. Enfim, uma pequena obra prima ao mesmo tempo simples, despretensiosa, e genial.

    28 de agosto de 2000
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    Celso Sabadin é jornalista especializado em cinema desde 1980. Atualmente é crítico da Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão, e do Canal 21.

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