SANTUÁRIO (2010)

SANTUÁRIO (2010)

(Sanctum)

2010 , 109 MIN.

14 anos

Gênero: Suspense

Estréia: 04/02/2011

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Alister Grierson

    Equipe técnica

    Roteiro: Andrew Wight, John Garvin

    Produção: Andrew Wight

    Fotografia: Jules O'Loughlin

    Trilha Sonora: David Hirschfelder

    Estúdio: Great Wight Productions / Osford Films, Relativity Media, Sanctum Australia, Universal Pictures, Wayfare Entertainment

    Distribuidora: Paris Filmes

    Elenco

    Alice Parkinson, Allison Cratchley, Andrew Hansen, Christopher Baker, Cramer Cain, Dan Wyllie, Ioan Gruffudd, John Garvin, Nea Diap, Nicole Downs, Rhys Wakefield, Richard Roxburgh, Sean Dennehy

  • Crítica

    02/02/2011 14h42

    Há um bom tempo a tecnologia deixou de ser coadjuvante para assumir o papel de protagonista no cinema norte-americano. É temerário ver o aumento considerável do número de produções que apostam todas suas fichas no entretenimento pelo uso da tecnologia e deixam de lado o principal: a história. Este, infelizmente, é o caso de Santuário, filme que usa o mesmo equipamento desenvolvido por James Cameron para ambientar o mundo 3D de Pandora, do todo-poderoso Avatar.

    Cameron, um dos produtores do filme, antecipou meses atrás que a diferença entre assistir a Santuário em 2D e 3D seria maior do que em qualquer outro filme. Impossível discordar. A projeção em terceira dimensão é tão essencial a Santuário que, sem ela, temos outro filme. Um filme sem sua estrela maior. Seria como imaginar O Poderoso Chefão sem Marlon Brando, Scarface sem Al Pacino ou Tropa de Elite sem Wagner Moura.

    Então vamos analisar os dois filmes Santuário. Na versão 2D o longa mostra uma equipe de mergulhadores em uma expedição perigosa num sistema de cavernas subaquáticas ainda não explorado pelo homem. Tudo vai bem até que uma tempestade tropical os prende nas profundezas e eles têm de achar uma saída enquanto lutam pela sobrevivência em terreno inóspito.

    O roteiro é ingênuo e não aprofunda as situações e os personagens. Na ausência de uma trama mais elaborada, apela para a obviedade embalada por uma enciclopédia de clichês. Temos o líder durão e incessível, o filho rebelde em conflito com o pai, o milionário fanfarrão, o especialista em engenhocas espirituoso, a beldade meramente figurativa, e por aí vai.

    O perfil psicológico superficial dos personagens nos faz lembrar de outras produções do gênero. É só mudar a ambientação para uma montanha gelada ou uma cidade sendo devastada por um tornado que dá no mesmo.

    Agora vamos falar de outro filme: Santuário 3D. A história, bem, é a mesma. Mas a experiência vivida na sala de cinema é única e gratificante. Com a entrada em cena de nossa protagonista - a tecnologia - temos um filme que consegue bem mais do que nos aproximar da ação. Diferente do que foi visto em Avatar, os planos mais fechados de Santuário permitem enfatizar o teor claustrofóbico da história e transformam o espectador num dos mergulhadores presos na caverna. É a experiência 3D levada ao extremo.

    Agora, cabe a você decidir se vai assistir ao filme com ou sem seu personagem principal.

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